Cidades
SEST SENAT Diamantino abre inscrições para o Programa Mais Motoristas 2026
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O Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) anunciou a abertura das inscrições para o Programa Mais Motoristas 2026, iniciativa que oferece gratuitamente a mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e capacitação profissional para formação de motoristas no setor de transporte.
As inscrições para o programa serão realizadas em etapas, conforme cronograma estabelecido em edital. O período destinado ao público em geral ocorrerá entre os dias 04 e 14 de julho de 2026, por meio da plataforma digital do SEST SENAT.
O edital também prevê períodos de inscrição para públicos prioritários. Entre os dias 24 e 28 de junho, o acesso ao sistema será exclusivo para mulheres. Já no período de 29 de junho a 03 de julho, as inscrições serão destinadas aos candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais da União (CadÚnico).
O Programa Mais Motoristas tem como objetivo ampliar o número de profissionais qualificados para atuar no transporte de cargas e passageiros em todo o país, contribuindo para a geração de emprego, renda e o fortalecimento da economia brasileira.
Por meio da iniciativa, os participantes poderão realizar a mudança de categoria da CNH de “AB” ou “B” para “C”; de “AB”, “B”, “AC” ou “C” para “D”; e de “AC”, “C”, “AD” ou “D” para “E”, além de receber qualificação profissional voltada à atuação como motorista profissional.
Para participar, é necessário ter no mínimo 19 anos de idade, saber ler e escrever, possuir CPF, CNH válida para a mudança de categoria pretendida, não estar com o direito de dirigir suspenso e não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses.
O Programa Mais Motoristas custeia despesas relacionadas ao processo de mudança de categoria, incluindo exames, taxas previstas, exame toxicológico, aulas práticas e demais procedimentos necessários, além da capacitação profissional oferecida pelo SEST SENAT.
A classificação dos candidatos seguirá critérios de prioridade definidos em edital. Terão preferência mulheres inscritas no CadÚnico, seguidas pelos demais inscritos no programa social, mulheres não inscritas no CadÚnico e, posteriormente, o público geral. Também serão considerados critérios como situação de desemprego e número de dependentes.
A gerente da unidade do SEST SENAT de Diamantino, Tamires Vale, reforçou a importância de os interessados acompanharem atentamente todas as etapas do processo seletivo.
“É importante destacar que a inscrição não garante vaga imediata no Programa Mais Motoristas. Após o encerramento do período de inscrições, os candidatos serão classificados conforme os critérios estabelecidos no edital. Por isso, orientamos que os participantes realizem o cadastro corretamente e acompanhem os canais oficiais para não perderem nenhuma comunicação durante o processo.”
Mais informações sobre o Programa Mais Motoristas e o processo de inscrição podem ser obtidas junto à unidade do SEST SENAT de Diamantino, localizada na Avenida Gilmar Mendes, Novo Diamantino ou pelo telefone (65) 4042-9300.
Cáceres
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O combatente brasileiro Arisson Benevides, conhecido como “Periquito” e natural de Cáceres, divulgou neste domingo (21) um vídeo relatando sua versão sobre a agressão sofrida durante um curso de reciclagem realizado na Ucrânia. Hospitalizado após o episódio, ele afirmou que foi atingido na nuca com uma pedra após um desentendimento com uma instrutora brasileira durante o treinamento.
O caso ganhou repercussão nos últimos dias após colegas de Arisson relatarem que ele precisou receber atendimento médico e apresentou sinais de confusão mental após a agressão. Em nota divulgada posteriormente, lideranças de grupos de combatentes brasileiros afirmaram que o episódio não teve participação de militares ucranianos nem ligação com as Forças Armadas da Ucrânia.
“Olá pessoal, aqui é o Periquito. Vim dar um esclarecimento aqui, um depoimento. Graças a Deus eu estou vivo. Eu fui enviado juntamente com um veterano de guerra também, Sacha, pra gente estar fazendo uma reciclagem de 3 a 4 dias na Central City”, declarou.
Segundo ele, ao chegar ao local, encontrou situações que considerou inadequadas dentro do ambiente militar.
“Chegando nesse treinamento, nessa reciclagem, eu me deparei com coisas que não são cabíveis no meio militar. Excesso de regras, punições excessivas para os recrutas novos que chegaram agora”, afirmou.
O combatente acusou uma instrutora identificada como Yasmin e seu companheiro de submeterem recrutas a punições exageradas.
“Chegando lá, eu me deparei com essa Yasmin e esse Aline fazendo os recrutas novos que estão na formação de dois meses, 60 dias, a punição deles ficarem várias horas no sol, punição deles terem que correr excessivamente, punições somente para inflar o ego dela e do namorado dela”, disse.
“E nisso, ela veio pedir pra mim, pedir não, ela mandou pra mim e pra outros veteranos pra gente ter que correr no tempo dela. Eu disse que não, porque eu e meu amigo Sacha, a gente tem um atestado dado pelo próprio comitê do VDK médico, que proíbia a gente de fazer exercícios físicos, porque a gente tem sequelas da guerra”, afirmou.
Ainda conforme o relato, a instrutora teria debochado da situação e ameaçado aplicar punições.
“E eu falei pra ela, ela começou a zombar de mim, falou que eu era um recruta, igual a todo mundo, e se eu não fosse, ela ia me punir. Então eu falei pra ela ter respeito com veteranos de guerra, porque eu dei o meu sangue pela Ucrânia e ela não. Eu falei ao contrário de você, eu conheço a sua história. Você não tem missão na Ucrânia, você não fez nada pela Ucrânia e você não tem respeito pelos veteranos aqui na Ucrânia”, relatou.
Segundo Periquito, após a discussão, a mulher teria partido para agressão física.
“Nisso ela surtou. Ela veio pra cima de mim, tentou me agredir, me enforcar e pelo fato de eu ser homem, eu não revidei, tipo deixei ela me bater. Porque por mais que eu estivesse nervoso, eu jamais encostaria o dedo em uma mulher”, disse.
“E nisso os ucranianos, em vez de segurar ela, me segurou. E nisso, deles me segurarem, o namorado dela, a Aline, aproveitou pra me apunhalar pelas costas, com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca e eu vim desfalecer. Fiquei desacordado, tendo convulsão”, declarou.
O combatente também agradeceu o apoio recebido após o episódio.
“Graças aos meus amigos, o Sacha me deu apoio, me acompanhou ao hospital e hoje eu estou aqui dando esse testemunho, esclarecendo o que aconteceu”, concluiu.
Antes do depoimento de Periquito, combatentes brasileiros que atuam na Ucrânia haviam divulgado vídeos classificando a agressão como uma “covardia”. Segundo eles, Arisson chegou a apresentar perda momentânea de memória e dificuldades para reconhecer pessoas próximas após o golpe.
Em nota divulgada após a repercussão do caso, lideranças de grupos de combatentes brasileiros afirmaram que a ocorrência aconteceu em um contexto pessoal e envolveria diretamente a brasileira Yasmin e um cidadão romeno identificado como Alim, apontado pelos combatentes como o autor da agressão.
Por: Folha 5
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