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Cáceres

Quadro profissional do Hospital Regional de Cáceres ampliou em 32%

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Cáceres

Por Felipe Leonel/FIEMT

O maior queijo frescal do Brasil é de Curvelândia, Mato Grosso. Com 3.247 quilos e produzido a partir de 28,6 mil litros de leite, o queijo gigante fabricado pelo Laticínios Rovigo bateu um novo recorde nacional durante a 16ª Festa do Queijo, realizada neste fim de semana em Curvelândia, no sudoeste do estado.  A marca supera o recorde anterior, alcançado em 2025, quando o queijo pesou 3.005 quilos.

A produção começou na manhã de sábado (13) e mobilizou trabalhadores, produtores rurais e a população local. Já o corte foi realizado na tarde de domingo (14), quando milhares de pessoas se organizaram em filas para receber uma fatia do produto, elaborado sob rigorosos padrões de qualidade e segurança alimentar.

A produção ocorreu nas instalações do Laticínios Rovigo, empresa instalada em Curvelândia que gera emprego para cerca de 60 famílias e industrializa leite proveniente de 11 municípios da região. O processo envolveu planejamento logístico, acompanhamento técnico e cuidados especiais para garantir a qualidade do alimento distribuído gratuitamente à população.

O presidente do Sindilat MT e responsável pela produção do queijo gigante, Antônio Bornelli, destacou que o recorde representa o trabalho coletivo de toda a região, fruto do esforço conjunto de produtores rurais, trabalhadores da indústria e parceiros que contribuem para o fortalecimento da cadeia leiteira regional.

Bornelli ressaltou ainda que a indústria láctea alavanca cerca de 31 mil pequenos produtores de leite de Mato Grosso e que essa produção pode aumentar com investimentos em políticas de Estado e no fortalecimento da nutrição animal.

“Temos 31 mil pequenos produtores e, por sermos o maior produtor de grãos do país, podemos aumentar essa produção. O que precisamos é investir na produção para crescermos, pois temos o mais importante, que é a nutrição para os animais. Precisamos de políticas de Estado”, defendeu o representante do setor.

Já o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, destacou que o setor conta com 86 indústrias e gera mais de 1,5 mil empregos formais no estado, conforme informações do Observatório de Mato Grosso, da Federação das Indústrias. Rangel pontuou ainda que a cadeia do leite possui papel estratégico para o desenvolvimento regional por conectar a produção rural à transformação industrial.

“É uma atividade que une o campo e a indústria. O leite produzido nas propriedades rurais é transformado em alimentos de qualidade, gerando emprego, renda e desenvolvimento. Estamos falando de uma cadeia que sustenta milhares de famílias e que ainda tem um enorme potencial de crescimento”, afirmou.

O prefeito de Curvelândia, Jadilson Alves de Souza, agradeceu o empenho dos produtores rurais, do Laticínios Rovigo, do Sistema Fiemt, do Sesi, do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa e dos demais apoiadores da festa. Ele também destacou a participação da população no evento.

“Sou grato a Deus por mais esse evento de sucesso, mais uma vez quebrando o recorde do maior queijo frescal do Brasil. A gente vê com muita alegria a população participando e vindo ao corte do queijo para degustar conosco uma fatia desse delicioso produto”, disse.

Criada a partir de uma mobilização de produtores de leite da região, a Festa do Queijo consolidou-se ao longo dos anos como uma das principais celebrações do setor lácteo mato-grossense. Além da tradição gastronômica, o evento contribui para divulgar a atividade leiteira, valorizar os produtores rurais e destacar o potencial da agroindústria instalada no interior do estado.

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Sejus abre processo seletivo para contratar enfermeiros e técnicos de enfermagem no Sistema Socioeducativo: Cáceres é uma das unidades contempladas

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Por Marcio Camilo da Cruz

 

A Câmara de Cáceres aprovou, durante a sessão ordinária desta segunda-feira (15/06), o Projeto de Lei nº 14/2026, que institui a Política Municipal de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial e cria o Registro de “Mestres e Mestras dos Saberes Tradicionais” no município. A proposta agora segue para sanção da prefeita Eliene Liberato para entrar em vigor.

Na prática, a lei vai reconhecer oficialmente pessoas que guardam e transmitem conhecimentos tradicionais da cultura cacerense – como o modo de fazer viola de cocho, o Cururu e o Siriri, as festas de santos, a culinária pantaneira e o modo de fazer farinha. Para ser reconhecido como Mestre ou Mestra, a pessoa precisa morar em Cáceres há mais de dez anos, ser reconhecida pela comunidade como referência no saber que possui e atuar ativamente na transmissão desses conhecimentos para as novas gerações.

O grande diferencial do projeto é que o reconhecimento não será apenas simbólico. Com o registro, os mestres e mestras terão prioridade no acesso a recursos de editais culturais, facilitando a obtenção de apoio financeiro para manter vivos seus ofícios e saberes.

Além disso, o Poder Legislativo poderá conceder, por decreto aprovado em plenário, o título de “Patrimônio Vivo de Cáceres” a esses detentores de cultura, um reconhecimento que vai além da homenagem e valoriza concretamente a contribuição deles para a identidade da cidade.

O vereador Cézare Pastorello (PT), autor do projeto, destacou a importância da medida. “É uma forma de valorizar na prática os mestres e mestras da nossa cultura. Não apenas com um título de cidadão ou moção de aplausos, mas com um reconhecimento que promova benefícios reais nos editais de incentivo à cultura. Queremos que esses senhores e senhoras tenham prioridade no acesso a recursos”, enfatizou.

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Com a aprovação na Câmara, o texto segue para análise e sanção da prefeita Eliene Liberato. Caso sancionada, a lei entrará em vigor e a Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Conselho Municipal de Cultura, ficará responsável por manter os livros de registro dos saberes, celebrações e formas de expressão que compõem o patrimônio imaterial de Cáceres.

Acesso o projeto na íntegra em: https://sapl.caceres.mt.leg.br/materia/11235

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