Economia
BuyCo reforça área de crédito com novo sócio
Economia
A BuyCo reforçou sua área de crédito com a entrada de um novo sócio, em movimento que integra a frente às operações de fusões e aquisições (M&A) e valuation da companhia. A área de crédito já fazia parte da estrutura da empresa e passa a contar com a atuação de Henrique Pessoa, fundador e CEO da Renvix Financial, que possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, com atuação em estruturação de crédito e relacionamento com instituições financeiras.
O executivo passa a integrar a operação com participação societária na área. Segundo a companhia, a movimentação ocorre em um contexto de maior integração entre crédito corporativo, reestruturação financeira e operações de M&A, com foco em empresas de pequeno e médio porte.
De acordo com a BuyCo, a estrutura financeira das empresas é um dos fatores centrais considerados em processos de captação de recursos e negociação societária, podendo influenciar diretamente a viabilidade e a atratividade de transações de M&A. Nesse sentido, a atuação da área de crédito se conecta diretamente às etapas que antecedem operações de compra e venda de empresas, apoiando a organização financeira e a preparação dos negócios para o mercado.
Um exemplo recente dessa utilização da estrutura de crédito foi a assessoria prestada na venda total da Cantina da Nana, operação estruturada pela BuyCo. Nesse caso, o processo de M&A só foi possível após um trabalho prévio de organização e fortalecimento da estrutura financeira da empresa, conduzido com apoio da frente de captação de recursos da BuyCo. Esse movimento contribuiu para criar as condições necessárias para que a transação fosse viável.
Com isso, a operação reforça o papel da companhia em apoiar não apenas a negociação societária em si, mas também toda a etapa anterior de preparação financeira que viabiliza transações de M&A.
O novo sócio ressalta que a estruturação de crédito envolve diferentes interlocutores e soluções financeiras, que variam conforme o perfil e o momento de cada empresa.
“Grande parte das empresas desenvolve sua relação com crédito a partir de um conjunto limitado de instituições financeiras de relacionamento, o que nem sempre reflete todo o universo de alternativas disponíveis. Uma análise mais ampla permite identificar estruturas mais adequadas ao perfil e às necessidades de cada negócio”, afirma Henrique Pessoa.
Ele também destaca que operações de crédito estruturado podem impactar diretamente processos de M&A, tanto na preparação das empresas quanto na condução das transações.
Segundo Diego Ornellas, CEO e cofundador da BuyCo, a área de crédito já integrava a atuação da companhia e passa a ser fortalecida com a entrada do executivo.
“O crédito é um componente relevante da estrutura financeira das empresas e pode influenciar tanto o ritmo de crescimento quanto a preparação para operações de compra e venda”, pontua.
A empresa avalia que, em determinados casos, a reorganização financeira pode ser uma alternativa complementar à entrada de sócios ou à venda de participação, dependendo do momento e dos objetivos do empresário. Com o movimento, a BuyCo passa a integrar de forma ainda mais estruturada as frentes de M&A, valuation e crédito corporativo no atendimento a empresas de pequeno e médio porte.
Economia
Reforma Tributária altera crédito para marcenarias MEI
A Reforma Tributária do consumo cria uma nova etapa de adaptação para marcenarias enquadradas como microempreendedor individual. Embora o regime do MEI tenha sido preservado, a nova estrutura tributária modifica a forma como créditos fiscais passam a circular nas operações comerciais, especialmente nas vendas realizadas para empresas.
O novo modelo substitui cinco tributos atuais — ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS — por um conjunto formado pela CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços de competência federal; pelo IBS, Imposto sobre Bens e Serviços de competência estadual e municipal; e pelo IS, Imposto Seletivo, aplicado a produtos específicos, como cigarros e bebidas alcoólicas.
No caso do MEI, o recolhimento permanece simplificado. O microempreendedor individual continua pagando um valor fixo mensal, em guia única, sem cálculo percentual sobre o faturamento. Esse valor passa a contemplar também CBS e IBS dentro da lógica própria do regime.
A principal mudança está no ambiente ao redor do MEI. Fornecedores, clientes e órgãos fiscais passam a operar em uma estrutura mais integrada, com maior cruzamento eletrônico de informações e maior relevância para a emissão de documentos fiscais.
Simplificação do regime é mantida
O MEI permanece como o enquadramento mais simplificado entre os formatos de formalização. A apuração continua baseada em valor mensal fixo, o que reduz a complexidade tributária para profissionais que atuam em pequena escala.
Na prática, a Reforma Tributária não altera a lógica central de recolhimento do microempreendedor individual. No entanto, o novo sistema amplia a importância da conformidade fiscal e da compreensão sobre os efeitos da não cumulatividade nas relações comerciais.
Crédito tributário passa a influenciar relações comercias
No regime regular, empresas passam a aproveitar créditos amplos de CBS e IBS. No Simples Nacional, há crédito limitado e possibilidade de opção por um modelo híbrido, com destaque dos tributos por fora. Já no MEI, a venda não transfere crédito ao cliente.
A legislação trata a compra realizada junto a um MEI como consumo final. Dessa forma, o crédito gerado para o comprador é zero. Esse ponto tem pouco impacto em operações voltadas ao consumidor final, mas pode influenciar negociações com clientes empresariais.
Nas vendas para pessoas físicas, como famílias que contratam móveis planejados ou consumidores que encomendam peças sob medida para uso residencial, a ausência de crédito tributário tende a ter menor relevância. Esse público não utiliza créditos de CBS e IBS para abatimento fiscal.
Nas vendas para empresas, o cenário é diferente. Construtoras, lojistas, escritórios de arquitetura, incorporadoras e demais pessoas jurídicas podem considerar o crédito tributário na escolha de fornecedores. Nesse contexto, a compra de um fornecedor enquadrado no Simples Nacional ou no regime regular pode gerar crédito, enquanto a compra de um MEI não gera esse aproveitamento.
Segundo Ovande Bueno Junior, diretor comercial da GMAD Compmag, esse ponto exige atenção dos profissionais do setor. “Para o MEI, o principal ponto de atenção está na relação com clientes empresariais, já que a ausência de crédito tributário pode influenciar a escolha do fornecedor”, afirma.
Migração de enquadramento pode entrar no planejamento
Diferentemente do Simples Nacional comum, o MEI não possui a opção de destacar CBS e IBS por fora, modelo conhecido como regime híbrido. Para microempreendedores que atendem principalmente empresas e precisam gerar crédito tributário para os clientes, a migração para o Simples Nacional pode passar a fazer parte do planejamento.
A análise depende do perfil da clientela, do faturamento e da estratégia de crescimento da marcenaria. O limite anual do MEI permanece em R$ 81 mil. Já o Simples Nacional permite faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano, com regras próprias de tributação.
Transição ocorre de forma gradual
A implementação da Reforma Tributária não ocorre de maneira imediata. O ano de 2026 será um período de teste, com alíquotas simbólicas. Em 2027, a CBS passa a vigorar de forma plena e PIS/Cofins deixam de existir.
Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS serão reduzidos progressivamente. Em 2033, o novo sistema passa a funcionar integralmente. Durante esse período, o MEI segue com recolhimento mensal fixo, conforme as regras do regime.
A decisão sobre permanência no MEI ou migração para outro enquadramento pode ser reavaliada ao longo da transição, conforme a evolução da clientela, do faturamento e da participação de clientes empresariais na carteira de vendas.
Emissão de nota fiscal ganha mais relevância
A Reforma Tributária também fortalece o papel da documentação fiscal nas operações comerciais. Com maior integração tecnológica, compras, vendas, transferências e recolhimentos tendem a ser acompanhados de forma mais estruturada pelos sistemas eletrônicos.
A emissão de nota fiscal eletrônica passa a ter maior peso nas relações comerciais, inclusive em operações com pessoas físicas. Para clientes empresariais, a ausência de documentação adequada pode representar perda de crédito tributário e afetar a viabilidade da contratação.
Outro ponto previsto no novo sistema é o split payment, mecanismo que permite o recolhimento automático de tributos no momento do pagamento. A medida reforça a tendência de maior rastreabilidade das operações ao longo da cadeia produtiva.
Nesse cenário, a formalização passa a ser um fator de competitividade. Para marcenarias de menor porte e com atendimento predominante ao consumidor final, o MEI segue como uma alternativa simplificada. Para negócios em crescimento e com maior participação de clientes pessoa jurídica, outros enquadramentos podem se tornar mais adequados.
A Reforma Tributária mantém o MEI dentro do sistema simplificado, mas cria novos critérios de análise para marcenarias. A ausência de crédito tributário nas vendas realizadas por microempreendedores individuais pode ter impacto limitado nas relações com consumidores finais, mas tende a ganhar relevância nas negociações com empresas.
-
Cuiabá5 dias atrásMutirão Fiscal segue em Cuiabá com descontos de até 95% em juros e multas
-
Polícia7 dias atrásPolícia Militar recupera caminhão roubado e prende suspeito em Carlinda
-
Cáceres6 dias atrásSeis mortos e dois sobreviventes no acidente na MT-358, que vitimou o professor Vitérico Maluf e sua esposa Jucineide
-
Política2 dias atrásRelator vai apresentar na semana que vem parecer sobre mudanças no Código de Trânsito
-
Polícia7 dias atrásForça Tática conduz três pessoas e apreende 169 tabletes de maconha em Várzea Grande
-
Cáceres6 dias atrásPRF apreende Toyota Hilux com sinais de adulteração na BR‑070 em Cáceres (MT)
-
Polícia6 dias atrásForça Tática apreende adolescente com R$ 73,7 mil em dinheiro de facção criminosa
-
Várzea Grande6 dias atrásVárzea Grande promove debate sobre igualdade salarial entre homens e mulheres nesta segunda-feira (8)
