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Cultura

Seminário que debate rumos do rádio chega ao 3º dia no Rio de Janeiro

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A manhã desta sexta-feira foi marcada por debates e reflexões no auditório do histórico Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, onde acontece o 7º Simpósio de Rádio. Com o tema Rádio Nacional 90 anos: Memória, Inovação e Futuros da Mídia Sonora, o encontro discute os desafios do rádio diante das transformações culturais, políticas, sociais e tecnológicas da comunicação, ampliando as oportunidades de intercâmbio entre estudantes, pesquisadores e profissionais do setor. A diretora da Rádio Câmara em Brasília, Verônica Lima, falou sobre os desafios e a importância da capacitação para que mais mulheres ocupem cargos de gestão.

“O homem que bate na mesa e diz ‘é assim que eu quero e assim que vai ser’ é respeitado. A mulher é chamada de histérica. Então, capacitação de mulheres para assumir cargos de gestão também é bem importante”, diz. 

Ao falar sobre modelos de gestão, o gerente executivo das rádios EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Thiago Regoto, mencionou os caminhos da rádio pública e destacou a importância da diversidade e da equidade:

“A equipe de gestão da Rádio Nacional e da Rádio MEC, a maioria de mulheres, a maior parte dos empregados, né, as empregadas da EBC. Nós temos muitas mulheres e eu acho que a diversidade ela é fundamental para o rádio público. Existem muitas coisas que fazem esse rádio público, mas tem outros elementos que tiram esse rádio do que o mercado pratica, do que a a o governo pura e simplesmente pratica, e do que emissoras que, né, educativas, culturais que têm uma missão com a sociedade”, diz. 

Organizado pela EBC e pelo grupo de pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, o simpósio celebra os 90 anos da Rádio Nacional, marco histórico da radiodifusão brasileira.


Fonte: EBC Cultura

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Feira do Livro de SP reúne de autores consagrados aos independentes

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Em São Paulo, a quinta edição da Feira do Livro segue até domingo (7) com centenas de autores e expositores na Praça Charles Miller no Pacaembu, com entrada gratuita.

Esse é o quinto ano do festival literário que reúne mais de 160 expositores, entre editoras, livrarias e instituições dedicadas ao livro e à leitura. A programação traz três palcos oficiais e três de atividades paralelas.

O diretor-geral da Feira do Livro, Paulo Werneck, comenta sobre o destaque para a literatura latino-americana.

“A gente sempre teve grandes autores da América Latina visitando a feira. Então vai ter a Pilar Quintana, por exemplo, é uma das maiores autoras do mundo atualmente. Ela escreveu aquele livro A Cachorra, que é um livro muito celebrado. E a Alejandro Droznes, que é um autor que fala sobre a Copa Libertadores da América e a história da América Latina. Vem gente de várias regiões: Chile, Argentina, Colômbia…”

O evento traz autores consagrados como Ana Maria Machado e Silviano Santiago, além de nomes da nova safra, e livreiros independentes de São Paulo, que falam sobre o Mapa das Livrarias de Rua.

A literatura infanto-juvenil marca presença, em atividades como o bate-papo com Madu Costa, autora do livro “Trança a trança”, sobre uma avó que trança o cabelo da neta. A escritora explica que o livro ilustrado celebra o pertencimento e a ancestralidade do povo negro.

“Essa ancestralidade permanece no sorriso que a menina e a avó entregam. Elas de pé no chão, no quilombo, da roda, do contato com a terra.  Dessa coisa da herança ancestral,  num texto que tem tantas camadas, dá um tratado sobre as relações africanas e as heranças africanas na constituição da nossa identidade”.

A feira também discute questões contemporâneas, como o genocídio na Palestina, com o cientista político Norman Finkelstein, e o excesso de tempo de tela entre as crianças, num papo com os escritores infantis Jaminho Alves e Luis Lodi.

A programação da Feira do Livro é gratuita e os detalhes estão no site afeiradolivro.com.br

* Com colaboração de Victor Ribeiro.


Fonte: EBC Cultura

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