Sorriso
CTG Recordando os Pagos será a sede do TAFC 2026
Sorriso
Competição, que integra a celebração do aniversário de Sorriso, começa na quinta-feira (14 de maio)
A celebração dos 40 anos de Sorriso será marcada por muito esporte. O prefeito Alei Fernandes assinou, nesta sexta-feira (8 de maio), junto à Federação Mato-grossense de Futevôlei (FMTFUT) e à Associação Sorriso de Futevôlei (ASFV), os termos de colaboração que viabilizam a Etapa Sorriso do Team Águia Footolley Cup – TAFC 2026, que começa dia 14 de maio (quinta-feira) e segue até o dia 17 de maio (domingo), no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Recordando os Pagos.
Ao todo, serão repassados, com o devido aval da Câmara de Vereadores, R$ 1.976.234,57. Deste montante, 476.234,57 são oriundos, inclusive, de emendas impositivas dos vereadores Diogo Kriguer e Emerson Farias. O secretário de Esporte, Lazer e Juventude (Semel), Odimar Bianchin, e o adjunto, Douglas de Brito.
Representante das associações, Ivã Hércules Meneghetti destacou a importância do apoio do Município para a inclusão de Sorriso no circuito internacional do vôlei de praia. “Graças ao apoio do poder público, foi possível acreditar neste sonho e agora, vamos fazer uma estrutura ainda maior, com a expectativa de um público ainda maior”, agradeceu.
“Conversamos com a organização e conseguimos adaptar o evento para celebrar os 40 anos de Sorriso”, antecipou o vereador Diogo Kriguer, informando que quem for ao evento poderá também apreciar uma exposição de equipamentos agrícolas. O legislador também declarou que, na quinta-feira, a estrutura será utilizada pelas crianças e jovens que participam dos projetos de iniciação esportiva ligados ao futevôlei, bem como à disputa de um campeonato amador, somente por atletas locais.
“Apoiar eventos como este não é apenas apoiar o esporte, que já seria algo de extrema importância, mas é igualmente potencializar nosso turismo, e fazer de Sorriso uma vitrine internacional, mostrando ao mundo todo como somos uma cidade com economia pujante, um povo caloroso e trabalhador e um lugar maravilhoso para se viver”, destacou o prefeito Alei Fernandes.
Confira:
De 14 a 17 de maio de 2026, a cidade de Sorriso (MT) recebe, no CTG Recordando os Pagos, o retorno da maior competição de Futevôlei do planeta: o TAFC – Team Águia Footvolley Cup.
Idealizado pelo campeão tetra mundial e hexa campeão brasileiro de futevôlei Anderson Águia, o TAFC se consolidou como o principal torneio da modalidade no mundo, reunindo atletas profissionais e amadores em uma estrutura de alto nível, proporcionando uma experiência única para atletas e público.
A programação oficial do TAFC 53 contará com disputas nas categorias profissional masculino e feminino, qualify, convidados, master, aprendiz, iniciante e amador, movimentando Sorriso durante quatro dias intensos de competição.
PROGRAMAÇÃO OFICIAL
𝗤𝘂𝗶𝗻𝘁𝗮 | 14.05
13h00 — Amador (pré-qualify)
𝗦𝗲𝘅𝘁𝗮 | 15.05
09h00 — Qualify Masculino
12h00 — Qualify Feminino
16h00 — Convidados
𝗦𝗮́𝗯𝗮𝗱𝗼 | 16.05
09h00 — Master
09h00 — Profissionais Feminino
13h00 — Aprendiz
14h00 — Profissionais Masculino
𝗗𝗼𝗺𝗶𝗻𝗴𝗼 | 17.05
09h00 — Iniciante Feminino
09h00 — Profissionais Feminino
13h00 — Iniciante Masculino
14h00 — Profissionais Masculino
O evento contará com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Liga Brasileira de Futevôlei, levando toda a emoção do maior espetáculo do futevôlei para o público de todo o Brasil.
Após o sucesso das últimas etapas, a expectativa para o retorno do TAFC em Sorriso é de mais uma arena lotada, grandes jogos e uma experiência à altura da grandiosidade do evento.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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