Mato Grosso
Grupo Reflexivo de Pontes e Lacerda reduz reincidência e fortalece prevenção à violência doméstica
Mato Grosso
Com o objetivo de promover uma mudança cultural e comportamental para a prevenção da violência doméstica e familiar, a Comarca de Pontes e Lacerda tem desenvolvido desde setembro de 2024 encontros do Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar. Desde o início das atividades 91 participantes já passaram pelos encontros, registrando dois casos de reincidência, o que representa índice inferior a 3%.
Segundo a juíza da 3ª Vara Criminal de Pontes e Lacerda, Djéssica Giseli Kuntzer, que coordena a iniciativa, o principal objetivo do grupo é promover reflexões sobre gênero, masculinidade e responsabilização, além de incentivar o reconhecimento e o manejo das emoções.
“A ideia é contribuir para a ressignificação das formas de convivência e relacionamento, com base na equidade, no respeito e no diálogo, por meio da construção de um ambiente coletivo de escuta e reflexão”, pontua.
A magistrada explica que desde a criação do GRH, já foram realizados 18 encontros. Inicialmente, eles eram direcionados a homens em cumprimento de medidas protetivas, e ocorriam mensalmente, com cinco encontros por turma, com duração de 2 horas cada. As atividades são em formato de roda de conversa, com mediação da equipe técnica da Vara, composta por profissionais de Psicologia e Serviço Social.
Em março de 2026, devido a ações do Mês da Mulher, a iniciativa foi ampliada para o Centro de Detenção Provisória (CDP), incluindo pessoas privadas de liberdade por casos relacionados à violência doméstica. Neste novo formato, já foram realizados dois encontros, com a participação de 17 apenados.
A assistente social, Vida Maria Silva e Souza, explica que a ação consiste em uma intervenção psicossocial prevista na Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). Nos primeiros encontros, são abordados conteúdos introdutórios para conhecimento sobre a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência e o ciclo da violência. Na sequência, os debates avançam para temas como masculinidade, machismo e patriarcado, promovendo reflexões mais profundas entre os participantes.
“O grupo tem apresentado uma adesão significativa, com participantes demonstrando reconhecimento dos atos cometidos e interesse em aprofundar conhecimentos sobre a temática”, pontua a assistente social.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação
Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.
Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Paralisação
No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.
Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
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