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Fórum Comunitário será realizado no dia 24 de março

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Planejamento, troca de informações e diálogo de diversos membros da comunidade com um só objetivo: desenvolvimento de políticas públicas municipais voltadas para crianças e adolescentes. No dia 24 de março, das 7h15 às 10h30 e das 13h15 às 16h20, no Centro de Eventos Ari José Riedi, será realizado o 1.º Fórum Comunitário do Selo UNICEF, edição 2025-2028.

A ação, é realizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), em articulação com a Comissão Intersetorial do Selo UNICEF, e conta com apoio da Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).

De acordo com a UNICEF, é no Fórum Comunitário que a comunidade analisa a situação local das crianças e dos adolescentes, define ações pela garantia dos direitos da infância e adolescência e monitora e avalia o impacto de projetos, programas e políticas sociais voltadas para a melhoria das condições de vida da população de zero a 18 anos incompletos.

Articulador do Selo Unicef no Município, Ivonei Pinheiro de Oliveira convida a comunidade a integrar as análises e discussões. “É muito importante a participação popular neste momento, em que vamos, juntos, planejar como serão as políticas públicas para nossas crianças e nossos jovens”.

O Fórum é especialmente voltado para conselheiros de direitos e tutelares; líderes comunitários, sindicais e religiosos, incluindo lideranças e organizações de populações indígenas e/ou quilombolas nos municípios que tenham pessoas autodeclaradas indígenas e/ou quilombolas; crianças, adolescentes e suas famílias; profissionais de Saúde, Educação, Assistência Social, Saneamento Básico, Juventude, Trabalho, Planejamento, Justiça e Segurança Pública; comunicadores e artistas; representantes do setor empresaria e outros atores sociais. As inscrições podem ser feitas pelo link 1º FORÚM COMUNITARIO SORRISO SELO UNICEF 2025/2028.

A Unicef lista como objetivos do Fórum:

– Envolver a comunidade para identificar os principais problemas relativos à situação das crianças e adolescentes do Município, com base nos indicadores sociais e no diagnóstico participativo;

– Discutir políticas públicas mais equitativas que alcancem as crianças e adolescentes em situação de exclusão por raça, etnia e identidades, considerando a abordagem étnico-racial prevista na metodologia da edição 2025-2028 do Selo UNICEF;

– Discutir sobre as causas destes problemas e sobre como os Resultados Sistêmicos, propostos no Selo UNICEF, podem contribuir para resolvê-los;

– Em municípios com população indígena e/ou quilombola, garantir a participação de lideranças, organizações e pessoas que representem essas populações no Fórum Comunitário;

– Definir como alcançar todos os Resultados Sistêmicos do Selo UNICEF para melhorar os indicadores sociais do município;

– Apresentar o Plano de Participação Cidadã de Adolescentes (PPCA), elaborado pelo Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA), e garantir que estas ações façam parte do Plano de Ação Municipal pelos Direitos de Crianças e Adolescentes;

– Revisar e validar, de forma participativa, o Plano de Ação Municipal pelos Direitos de Crianças e Adolescentes, que será executado ao longo desta edição do Selo UNICEF;

– Apresentar à população o articulador municipal do Selo UNICEF, os membros da Comissão Intersetorial pelos Direitos da Infância e Adolescência e o(a) mobilizador(a) de Adolescentes; da Saúde e Nutrição (Resultado Sistêmico 1); Educação (Resultado Sistêmico 2); Proteção contra as violências (Resultado Sistêmico 3); Água, Saneamento, Higiene e Resiliência climática (Resultado Sistêmico 4); Proteção Social (Resultado Sistêmico 5); Equidade Étnico-racial (Resultado Sistêmico 6); e a Pessoa de Referência para o PPA.

Texto editado no dia 16 de março, por conta da mudança de data do evento, que inicialmente seria dia 18 e agora será realizado no dia 24 de março.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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