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Judiciário promove palestras sobre violência doméstica a quase 100 terceirizadas do Fórum de Cuiabá

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Foto horizontal em plano aberto que mostra a juíza Tatyana Lopes falando ao microfone, em pé, no auditório do fórum, para dezenas de mulheres que estão sentadas na plateia.Intensificando os esforços para atingir ao máximo de mulheres possíveis, neste mês da Mulher, a equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Poder Judiciário (Cemulher-MT) e do Espaço de Atendimento à Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica ‘Espaço Thays Machado’ promoveram uma manhã de palestras às quase 100 trabalhadoras terceirizadas que atuam no Fórum de Cuiabá, na manhã deste sábado (14).

As profissionais, que atuam em áreas como recepção, conservação e limpeza foram dispensadas do trabalho e convidadas especialmente para a atividade, que foi organizada em conjunto pela Cemulher e pela Diretoria do Fórum.

A juíza diretora do foro de Cuiabá, Hanae Yamamura de Oliveira, abriu o evento agradecendo às participantes pelo trabalho que desenvolvem e por ajudarem a engrandecer o Poder Judiciário de Mato Grosso. Ela destacou o momento como muito importante e agradeceu pela parceria com a Cemulher e Núcleo Thays Machado. “Nós preparamos esta manhã com todo carinho e cuidado para que elas pudessem se sentir valorizadas e recebidas aqui no fórum. E nós ficamos muito felizes do Núcleo Thays Machado, através da doutora Tatyana Lopes e da desembargadora Maria Erotides, trazer mais uma vez essa palestra para as nossas terceirizadas”.

Foto horizontal em plano aberto que mostra a juíza Hanae Yamamura falando ao microfone, em pé, no auditório do fórum de Cuiabá. Ela é uma mulher de pele clara, magra, cabelos castanhos, lisos e longos, com traços orientais, usando vestido marrom e camisa preta de couro e manga curtaA magistrada destacou ainda o esforço da equipe da Cemulher para alcançar cada vez mais mulheres com suas ações de conscientização. “Nada mais importante do que atingir todas as mulheres que compõem o público interno, dentre elas, as terceirizadas. Com certeza, nesse contato mais próximo, a gente pode não só acolhê-las, para que elas se sintam pertencentes ao Poder Judiciário, mas também é uma forma de informar, de levar um apoio, de levar informações que elas podem compartilhar em suas famílias, suas comunidades”, disse.

Durante a programação, a juíza titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, Tatyana Lopes de Araújo Borges, proferiu palestra sobre superação feminina e o enfrentamento à violência contra a mulher. “Nós estamos organizando essas palestras para as terceirizadas, durante todo mês de março, e tem sido uma experiência incrível podermos ver essas mulheres tão felizes, recebendo conhecimento, sendo motivadas, porque nós acreditamos que a informação também salva vidas”, afirma.

Dentre as informações levadas pela magistrada, foram abordados temas como a superação feminina ao longo da história, a história da Lei Maria da Penha, tipos de violência contra a mulher e as formas como o Poder Judiciário tem combatido e enfrentado esse problema. “É realmente muito importante que as mulheres saibam perceber os sinais. Uma violência não inicia com uma agressão física. Geralmente ela inicia com uma violência psicológica, uma violência moral e é importante que elas saibam reconhecer esses sinais para romper com esse ciclo da violência o quanto antes”, defende.

Foto horizontal em plano aberto que mostra a psicóloga do Núcleo Thays Machado, Luciana Edeliz, durante palestra no auditório do fórum de Cuiabá. Ela é uma mulher branca, magra, de olhos e cabelos escuros, cabelos presos, usando camiseta da campanha Eu Digo Basta e calça preta.Outra palestra foi apresentada às funcionárias terceirizadas com o tema “Depois que eu digo basta. O caminho da reconstrução”, proferida pela psicóloga Luciana Edeliz, que atende mulheres vítimas de violência no Espaço Thays Machado, localizado dentro do Tribunal de Justiça. Ela explicou como ter acesso ao serviço, como é feito o acolhimento, especificamente em relação à terapia psicológica.

“No ano de 2025, nós iniciamos a campanha ‘Eu Digo Basta!’. E este ano, nós estamos fazendo algo a mais. ‘Eu disse basta. E agora? O que acontece?’. No processo terapêutico, quando se traz o psicólogo para dentro de um espaço como o Núcleo Thays Machado, ele tem algumas obrigatoriedades, que é cuidar, acolher, ajudar essa mulher a reconstruir a história dela porque a maioria delas realmente estão num momento de dificuldade de identificação até de quem ela são”, explica.

A psicóloga reforçou às trabalhadoras que os serviços do Espaço Thays Machado estão abertos a todas as mulheres que atuam no Poder Judiciário de Mato Grosso, sejam elas magistradas, servidoras ativas ou aposentadas, estagiárias, terceirizadas. No local, a mulher vítima de violência doméstica encontrará apoio junto à equipe especializada e composta somente por mulheres, para receber acolhimento, atendimento psicológico e psiquiátrico, orientação jurídica, além do suporte para realizar denúncias, uma vez que o trabalho é articulado com a rede de atendimento a mulheres (Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, entre outros órgãos).

Uma das participantes do evento, Ana Luísa da Silva, recepcionista do Fórum de Cuiabá, conta que as palestras foram uma oportunidade para refletir e descobrir que pode contar com apoio na instituição. “Essa palestra trouxe muito aprendizado sobre um tema tão atual e tão importante hoje em dia na sociedade. E um fato que eu achei muito importante é que o Núcleo Thays Machado oferece esse apoio com psicólogas de forma gratuita para todas as profissionais do TJ. Eu não sabia disso e achei muito importante”, avalia.

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Fotos: Celly Silva e Anderson Borges

Autor: Celly Silva

Fotografo: Anderson Borges

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação

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Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.

A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.

Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.

O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Paralisação

No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.

Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.



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