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Hora da Oportunidade entrega acolhimento e esperança a mulheres

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O caminho para recomeçar nem sempre é fácil. Mas a oferta do acolhimento certo pode torná-lo bem menos complicado. É isso que mulheres que passam pelo Fórum de Cuiabá estão experimentando na Hora da Oportunidade. A feira de serviços gratuitos acontece nesta quarta-feira (11) e quinta-feira (12) como parte da programação da 32ª Semana da Justiça pela Paz em Casa.

Durante os dois dias, mulheres que buscam atendimento jurídico no fórum encontram na feira um espaço de amparo psicossocial, de saúde, cidadania, bem-estar e de segurança pública. Realizada por meio do Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV), a ação conta com apoio de diversas instituições parceiras.

Seja com orientação da Patrulha Maria da Penha e entrega de mudas do projeto Verde Novo. Ou com emissão de documentos, assistência social, massagem, limpeza de pele e maquiagem. A Hora da Oportunidade está ajudando a devolver às mulheres atendidas, muitas em situação de violência doméstica e familiar, a autoestima e a esperança de uma nova vida.

Um exemplo é a podóloga Carla Kennia Martins Brandão, que participou da feira pela primeira vez. Junto com outras duas amigas, ela aproveitou a tarde com diversos serviços realizados no local e classificou a experiência como um momento de acolhimento.

“Fiz massagem quick, sobrancelha, maquiagem, recebi atendimento médico. Então, foi tudo muito bom. Muitas mulheres vêm participar de audiência, que é algo um pouco tenso, por isso é importante ter esse espaço para relaxar e melhorar a autoestima. Esse evento é bom para nos sentirmos acolhidas”, comentou Carla.

A amiga Jaciele Ribeiro também aproveitou os variados serviços de saúde, cidadania, bem-estar, e fez questão de levar uma muda de jabuticaba, que se transformará em um momento especial com os filhos na hora do plantio. “Vou plantar com as minhas crianças, para que daqui a uns anos eles estejam colhendo os frutos do que eles plantaram”, disse a cabeleireira e manicure.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá e coordenadora do CEAV, explica que nesta semana grande parte das audiências são focadas em processos dessa área. Nesse contexto, ainda conforme ela, a Hora da Oportunidade serve para mostrar às mulheres que o Judiciário está pronto para acolhê-las.

“Muitas dessas mulheres estão machucadas, mas não só fisicamente. Estão machucadas emocionalmente e psicologicamente também. Ela precisa se enxergar importante novamente, se enxergar bonita e voltar a gostar de si. Então, quando recebe um serviço de embelezamento, ela recebe também uma melhora para sua autoestima”, argumentou a juíza.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação

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Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.

A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.

Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.

O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Paralisação

No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.

Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.



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