Mato Grosso
Patrulha Rural prende homem e apreende caminhão adulterado com 4 toneladas de agrotóxicos
Mato Grosso
Policiais militares da Patrulha Rural do 14º Comando Regional apreenderam um caminhão com placas adulteradas com quatro toneladas de agrotóxicos transportados irregularmente, na tarde desta quarta-feira (19.11), em Nova Mutum. Na ação, um homem que dirigia o caminhão, de 26 anos, foi preso em flagrante.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu informações sobre um caminhão que supostamente estava transitando com placas adulteradas pela rodovia MT-235, nas proximidades da comunidade rural de Novo Horizonte.
Diante das informações recebidas, os policiais iniciaram patrulhamento pela região e encontraram um caminhão com as mesmas características da denúncia. Os militares fizeram verificação e constataram que as placas de identificação expostas estavam com números e letras diferentes, nas partes dianteira e traseira.
Os policiais também encontraram pouco mais de quatro toneladas de agrotóxicos na carroceria do caminhão. Os produtos estavam sendo transportados de modo irregular, sem as normas de segurança necessárias.
Em depoimento, o motorista afirmou que os agrotóxicos estavam sendo levados para uma fazenda, em Sorriso. Para a PM, o homem apresentou algumas notas dos produtos mas afirmou não possuir curso de Movimentação Operacional de Produtos Perigosos (MOPP) para transportar os defensivos.
O homem foi informado sobre todas as irregularidades e recebeu voz de prisão da PM, sendo conduzido para a delegacia de Nova Mutum para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Rotina escolar revela desafios e aprendizados na inclusão de alunos com autismo
“Cada dia é um novo cenário. Há momentos de tranquilidade, mas também situações difíceis, com comportamentos que exigem preparo e sensibilidade. A gente precisa estar pronta o tempo todo.” A avaliação é da coordenadora Cícera Maria dos Santos, de 46 anos, que participou, na tarde de quinta-feira (16), do projeto “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e compartilhou a realidade vivida na gestão da Escola Municipal Esmeralda de Campos Fontes, no bairro Ribeirão da Ponte, em Cuiabá, com cerca de 300 alunos.
Durante os debates promovidos na Igreja Lagoinha, a coordenadora avalia que muito mais do que números podem traduzir, a rotina é marcada pela diversidade de comportamentos, especialmente entre alunos com transtornos globais de desenvolvimento.
“A escola busca oferecer suporte contínuo, com apoio da equipe pedagógica e diálogo constante com as famílias. Cada aluno tem sua particularidade, e isso exige um olhar atento todos os dias”, destaca, pontuando que o evento trouxe um olhar diferenciado sobre o caso de um aluno de oito anos. “Ele é não verbal e muitas vezes age com violência, mas aqui, me questionei sobre o que essa criança gosta? Uma reflexão que faço após as palestras”.
Nesse contexto, o envolvimento familiar é considerado essencial. Muitas vezes, a unidade precisa convocar responsáveis para orientações e alinhamentos, principalmente quando ainda não há laudos formais. “Incentivamos a busca por acompanhamento especializado. A escola não consegue sozinha. É um trabalho conjunto entre escola, família e comunidade”, reforça.
A necessidade de qualificação constante também é destacada por profissionais da educação. Para a Cuidadora de Aluno com Deficiência (CAD) Laura Cristina Dias da Mata, de 47 anos, que atua há cinco anos na rede, ainda há um longo caminho a percorrer. “Compreender os alunos é uma bagagem muito importante, mas ainda falta conhecimento. Não só na minha escola, mas em todas. Precisamos ampliar essa formação dentro das unidades”, afirma, reforçando a necessidade de processos formativos, como o TJMT Inclusivo.
Já Déborah Rodrigues da Silva, de 22 anos, que iniciou como CAD em 2025, avalia que o aprendizado adquirido nas capacitações tende a impactar diretamente o cotidiano. “Na capital já existe um acompanhamento maior, e isso ajuda. Acredito que esse conhecimento vai fazer diferença no dia a dia com as crianças”, pontua.
O TJMT Inclusivo reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a acessibilidade e o respeito à neurodiversidade. A iniciativa segue diretrizes da Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O evento é coordenado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e Igreja Lagoinha, reunindo educadores, gestores e instituições em torno do fortalecimento de uma educação mais inclusiva.
Confira também:
Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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