Saúde
Várzea Grande recebe R$ 1,5 milhão em emendas para ampliar investimentos na saúde
Saúde
A saúde pública de Várzea Grande recebe mais um importante reforço. A prefeita Flávia Moretti recebeu, nesta segunda-feira (1º), em seu gabinete, o deputado estadual Juca do Guaraná, que anunciou a destinação de R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares para o município.
Do total, R$ 1 milhão será aplicado na reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Água Vermelha. Outros R$ 500 mil serão destinados à aquisição de equipamentos para a Policlínica do Cristo Rei, fortalecendo a estrutura de atendimento à população.
A prefeita Flávia Moretti destacou que os investimentos são resultado da credibilidade que a gestão vem conquistando junto aos representantes políticos e reforçou o compromisso da administração com a aplicação responsável dos recursos públicos.
“Quando começamos a entregar, fazer reformas, a classe política volta a acreditar em Várzea Grande. Aplicamos o dinheiro público diretamente ao cidadão. Isso faz a diferença. Quando trabalhamos da forma certa, todos passam a acreditar na gestão”, afirmou.
Juca do Guaraná reforçou a importância de fortalecer a rede pública de saúde e afirmou que o município vem superando as expectativas no pouco tempo de gestão da prefeita. Além disso, anunciou que o Governo do Estado já estuda atentamente uma série de novos investimentos para a cidade.
“Estamos acreditando na gestão da prefeita Flávia. Nada resiste ao trabalho. Quero parabenizar essa gestão. Já conversei rapidamente com o governador Pivetta, que está proativo e também quer colocar Várzea Grande no radar dos investimentos. Meses atrás tive uma conversa com a prefeita e ela me mostrou uma unidade entregue no Capão Grande. É isso que queremos: entregar para a população uma saúde com estrutura e qualidade. Esse será um presente para a sociedade”, declarou.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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