Saúde
Várzea Grande celebra 159 anos com desfile cívico-militar dedicado à força e ao protagonismo feminino
Saúde
Várzea Grande comemora hoje, sexta-feira (15), seus 159 anos de emancipação político-administrativa com a realização do tradicional Desfile Cívico-Militar, que neste ano terá como tema central o protagonismo feminino. A programação começa às 16h, na Avenida Couto Magalhães, e promete reunir centenas de participantes entre estudantes, representantes das forças de segurança e a população várzea-grandense.
Organizado pela Prefeitura Municipal, o desfile reforça os valores cívicos, culturais e históricos da cidade, destacando a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico e cultural de Várzea Grande. As apresentações das unidades escolares irão abordar a força feminina e a importância das mulheres na formação da identidade do Município.
Ao todo, 12 escolas municipais participarão do evento, sendo que cinco delas irão se apresentar com fanfarras, levando música, coreografias e manifestações culturais ao público. A expectativa é de que o desfile atraia famílias e moradores para celebrar mais um aniversário da cidade em clima de união e valorização da história local.
A programação contará ainda com a participação de instituições militares e forças de segurança pública, entre elas o Exército Brasileiro, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil, Aeronáutica, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), fortalecendo o caráter cívico e tradicional da celebração.
Durante o evento, a prefeita Flávia Moretti atenderá a imprensa em um espaço reservado aos profissionais de comunicação, instalado ao lado do palco oficial das autoridades.
O encerramento do desfile ficará por conta da Guarda Municipal de Várzea Grande e da Banda Municipal “Manoel Teixeira de Oliveira”, encerrando as festividades com apresentações que simbolizam o orgulho, a cultura e o espírito comunitário do povo várzea-grandense.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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