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Saúde

Semana do Meio Ambiente mobiliza Várzea Grande com educação, reciclagem e premiações

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A Semana do Meio Ambiente em Várzea Grande foi marcada por ações de educação ambiental, reciclagem, distribuição de mudas e premiações. Realizada entre os dias 1º e 3 de junho, a programação antecedeu as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta quinta-feira (5), e mobilizou estudantes, educadores, idosos e a comunidade em geral.

Promovida pela Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, em parceria com diversas instituições, a iniciativa teve como objetivo fortalecer a conscientização ambiental, estimular práticas sustentáveis e ampliar o cuidado com os recursos naturais.

A abertura da semana contou com a distribuição gratuita de cerca de 400 mudas de espécies nativas e frutíferas, além da arrecadação de materiais recicláveis na Praça Sarita Baracat. A ação foi realizada em parceria com o Programa Verde Novo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Mato Grosso (Asmat).

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, os desafios impostos pelas mudanças climáticas exigem ações concretas da sociedade e do poder público, como o plantio de árvores, a preservação de rios e nascentes e a destinação adequada dos resíduos sólidos.

A engenheira florestal do Programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, destacou que iniciativas de educação ambiental fortalecem o engajamento da população e ampliam a conscientização sobre a importância da conservação dos recursos naturais.

Representando a Comissão Permanente de Meio Ambiente do TCE-MT, a assessora técnica Magna Stella Rosa da Silva Quaresma ressaltou que a ampliação da cobertura vegetal nas cidades é uma medida essencial para reduzir os impactos do aumento das temperaturas e dos eventos climáticos extremos.

Durante a ação, a Asmat recebeu resíduos recicláveis e orientou a população sobre a separação correta dos materiais. A presidente da entidade, Cidinha Nascimento, lembrou que grande parte dos resíduos produzidos diariamente pode ser reciclada e transformada em fonte de renda para diversas famílias.

Reconhecimento ambiental

A programação também incluiu a premiação dos participantes do projeto “Adote um Espaço”, desenvolvido em parceria com o Ministério Público Estadual. A iniciativa incentiva a recuperação e a manutenção de áreas verdes e espaços públicos por meio da participação de escolas, empresas e da comunidade.

A grande vencedora desta edição foi a EMEB João Ponce de Arruda, localizada no distrito de Passagem da Conceição, que recebeu prêmio de R$ 30 mil e um notebook. Também foram premiadas a Escola Estadual José Leite de Moraes, em segundo lugar; a Escola Estadual Adalgisa de Barros, em terceiro; a EMEB Honorato Pedroso de Barros, em quarto; e a Escola Meta, em quinto lugar.

Além das unidades escolares, seis empresas receberam a certificação “Empresa Amiga do Meio Ambiente”: Grupo Pereira, Refrigerantes Marajá, Norte Refrigerantes, Marfrig, Cloro MT e Coca-Cola.

Respeito à biodiversidade

A Semana do Meio Ambiente também promoveu atividades voltadas à valorização da fauna silvestre. Em palestra realizada no Colégio Alffa, acadêmicos do projeto de extensão ZooAção, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), apresentaram espécies de serpentes empalhadas e explicaram a importância desses animais para o equilíbrio dos ecossistemas.

A atividade permitiu aos estudantes conhecer aspectos relacionados ao comportamento, habitat e características das serpentes, além de esclarecer dúvidas e combater informações equivocadas que frequentemente levam à perseguição desses animais. Os acadêmicos também destacaram o papel das serpentes no controle de pragas e na manutenção da biodiversidade.

Oficina de sabão líquido

O encerramento da programação foi marcado por uma oficina de reaproveitamento de óleo de cozinha, voltada à sustentabilidade e à geração de renda para cerca de 50 idosos atendidos pelo Centro de Convivência Vovô Zeid.

Durante a atividade, biólogas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente ensinaram a produção de sabão líquido a partir do óleo usado, apresentando os materiais necessários, os cuidados de segurança e a utilização correta dos equipamentos de proteção individual.

Além de incentivar o descarte ambientalmente adequado do óleo de cozinha, a oficina mostrou aos participantes uma alternativa econômica para uso doméstico e até mesmo para complementação da renda familiar. Com apenas dois litros de óleo usado, foi possível produzir aproximadamente 60 litros de sabão líquido.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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