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Saúde

Secretária destaca estrutura e localização de Várzea Grande como diferencial no turismo de MT

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Saúde

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destacou o potencial de Várzea Grande para se consolidar como um dos principais destinos turísticos de Mato Grosso. Durante a FIT Pantanal 2026, a secretária ressaltou que o município reúne condições estratégicas para explorar diferentes segmentos do setor, impulsionado pela localização privilegiada e pela infraestrutura logística.

Segundo Mayran, Várzea Grande tem capacidade para atuar simultaneamente em diversas frentes do turismo, aproveitando sua condição de principal porta de entrada do Estado.

“Várzea Grande possui uma diversidade e uma estratégia de turismo muito ampla. No município conseguimos trabalhar com o turismo de negócios, turismo gastronômico e agora o religioso. Temos um aeroporto que agora é internacional, podemos fazer todas essas cadeias. O que podemos é estruturar cada vez mais a cidade. Quantas pessoas chegam a Mato Grosso e anseiam conhecer toda a cidade, o município está alinhado às políticas desenhadas pelo Estado”, afirmou.

A declaração ocorre após a participação exitosa do município na FIT Pantanal 2026, onde o estande de Várzea Grande esteve entre os mais visitados da feira, recebendo mais de 30 mil pessoas ao longo dos cinco dias de programação. O espaço reuniu atrações culturais, gastronomia, artesanato e iniciativas voltadas à divulgação dos atrativos locais.

Para a secretária, o crescimento do turismo depende diretamente dos investimentos em infraestrutura e qualificação, áreas que contam com apoio do Governo do Estado.

“Obras estruturantes são uma base para manter esse turismo ativo. Obviamente as pessoas querem conhecer, mas precisam ser acolhidas e terem uma estrutura adequada. Todo rol de treinamento, capacitação e infraestrutura o governo sempre vai ofertar”, disse.

A avaliação da gestora reforça o momento de expansão vivido por Várzea Grande no setor. Além de ampliar de oito para 25 o número de parceiros envolvidos na FIT em relação ao ano passado, o município levou para a feira representantes da agricultura familiar, artesãos e grupos culturais, fortalecendo a estratégia de associar turismo, geração de renda e valorização das tradições locais.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saúde

Lei cria política para fortalecer indústria da saúde

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Sancionado nesta segunda-feira (20), o Projeto de Lei n° 2583/20 pretende garantir a autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos, fortalecendo a soberania nacional, inclusive para lidar com eventuais emergências em saúde pública. O PL institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

O projeto foi aprovado recentemente pelo Congresso Nacional. Entre as justificativas apresentadas durante a tramitação da matéria no Legislativo está a de ajudar o país a ter condições de executar “ações e serviços de saúde, incentivando a geração de empregos qualificados e a inovação, e reduzir a dependência tecnológica e produtiva do exterior”.

Além de criar instrumentos de estímulo à produção nacional em saúde, a nova lei estabelece regras para compras públicas, financiamento e regulação de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Por meio das compras públicas, pretende estimular a fabricação local de produtos considerados estratégicos para o SUS. Para isso, cria a figura das empresas Estratégicas de Saúde (EES), que poderão receber prioridade em processos regulatórios, acesso facilitado a linhas de crédito do BNDES e outros incentivos.

Para se enquadrarem nessa classificação, as empresas precisarão cumprir requisitos relacionados à produção, pesquisa e inovação no país.

Presidente da Farmabrasil, associação que reúne as principais empresas da indústria farmacêutica brasileira, Reginaldo Arcuri disse que a nova legislação será essencial para o país e que seu setor estará engajado no compromisso de desenvolver medicamentos cada vez mais inovadores.

Diretrizes

Na avaliação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as novas regras vão favorecer a soberania brasileira. Segundo ele, durante os debates no Legislativo o projeto se mostrou “inspirado em outros projetos que visavam a proteção de setores estratégicos, como foi o caso da Defesa”.

A estratégia nacional terá como diretrizes:

  • Fortalecimento do SUS;
  • garantia de acesso a tecnologias de saúde;
  • capacitação de recursos humanos;
  • prevenção e combate a epidemias;
  • incentivo à produção nacional de medicamentos e dispositivos médicos;
  • inserção internacional de empresas estratégicas brasileiras;
  • uso do poder de compra do Estado para estimular a produção local.

Os objetivos incluem:

  • reduzir as dependências produtiva e tecnológica do SUS;
  • ampliar o acesso universal à saúde;
  • impulsionar a pesquisa e a inovação;
  • modernizar o parque industrial da saúde;
  • alcançar autossuficiência na cadeia produtiva;
  • estimular investimentos; e
  • preparar o sistema para emergências de saúde pública.

Empresas que desejarem se qualificar como Empresa Estratégica de Saúde (EES) deverão atender a condições mínimas, como:

  • terem como finalidade social atividades produtivas, de pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, além do desenvolvimento de parque industrial voltado ao planejamento estratégico em saúde;
  • disporem, no país, de instalação industrial para fabricação de “produto estratégico de saúde” (PES);
  • apresentarem histórico de atividade produtiva e de inovação; e
  • terem capacidade de assegurar continuidade e expansão produtiva no Brasil.

Vetos

Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, apenas três vetos foram feitos ao projeto. Nenhum de grande relevância. Um deles, tem o propósito de adequar o texto final às regras de taxação que já existem no âmbito do Mercosul.

Outro veto, que Padilha disse “lamentar ter de fazer”, prevê algumas contrapartidas tecnológicas que ficariam a cargo das empresas para a importação de produtos. “Isso poderia atrapalhar investimentos”, argumentou o ministro.

O terceiro veto está relacionado a critérios previstos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para autorizar a comercialização de alguns medicamentos.


Fonte: EBC Saúde

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