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Saúde aumenta vagas do Agora tem Especialistas no Rio de Janeiro

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Quatro hospitais da operadora de plano de saúde Hapvida começam nesta sexta-feira (16) a atender pacientes pelo Sistema Único de Saúde. Serão feitos cerca de 300 atendimentos por mês nas unidades localizadas na capital e nas cidades de Niterói e Duque de Caxias.

A operadora assinou contrato com o Ministério da Saúde para integrar o programa Agora Tem Especialistas, que permite a conversão de dívidas dos planos com o SUS em atendimentos especializados. Por isso, vai ofertar R$ 4,8 milhões em procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais ginecológicos, cardiológicos e oncológicos.

Os encaminhamentos serão feitos pela Secretaria Estadual de Saúde e pelas secretarias municipais.

Com a adesão dos novos hospitais da Hapvida, o programa chega a marca de 187 propostas de conversão de dívidas aprovadas. Além de planos de saúde, já foram firmados acordo com hospitais privados e filantrópicos independentes. O objetivo é ampliar a prestação de serviços de média e alta complexidade em áreas prioritárias para a rede pública.

Em 2025, 28 hospitais privados ou filantrópicos passaram a oferecer atendimento especializado para o SUS, somando R$ 150 milhões em consultas, exames e cirurgias acordadas. Até o final de janeiro, o Ministério da Saúde espera anunciar novos contratos que devem elevar esse montante para R$ 200 milhões.

Carretas de saúde

O ministro da Saúde em exercício, Adriano Matsuda, participou da cerimônia de assinatura dos contratos com a Hapvida nesta sexta-feira em Niterói (RJ), onde também anunciou a inauguração de mais uma carreta do programa Agora Tem Especialistas. Além disso, os veículos que já estão sendo utilizados, entram novamente em deslocamento para atender novas localidades.

“A partir de hoje, novos municípios brasileiros recebem as unidades móveis do programa do governo federal, que foram posicionadas em regiões de difícil acesso e com alta demanda por assistência especializada.  Ao todo, são 41 carretas atendendo em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Elas encurtam distâncias e garantem o serviço de atendimento especializado com um menor tempo de espera”, afirmou Adriano Massuda.

Além de chegarem nas cidades fluminenses de Niterói e a Mesquita, as carretas se deslocaram para Boa Vista (RR), Taguatinga (DF), Palmeira dos Índios (AL), Santana do Ipanema (AL), Manicoré/Distrito de Santo Antônio do Matupi (AM), Conselheiro Lafaiete (MG), Virgem da Lapa (MG), Várzea Grande (MT), Vitória de Santo Antão (PE) e São Raimundo Nonato (PI).

As carretas do programa são veículos adaptados para servirem como unidades de saúde, com todo o equipamento necessário para a realização de  atendimentos oftalmológicos, de exames ginecológicos e de imagem. Nas unidades oftalmológicas  foram feitas mais de 1,2 mil cirurgias de catarata.

As unidades móveis ajudam a reforçar o atendimento em locais de difícil acesso, ou cidades com grandes filas para determinados procedimentos. Até o fim deste ano, o Ministério espera ter 150 carretas do Agora Tem Especialistas rodando o país.

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Mutirões do SUS farão 13 mil atendimentos em terras indígenas em junho

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O Programa Agora Tem Especialistas fará, neste mês de junho, mais de 13 mil atendimentos entre consultas, exames e cirurgias em territórios indígenas dos estados do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará. Os procedimentos serão executadas pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Para a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), Lucinha Tremembé, ampliar o acesso dos povos indígenas à atenção especializada é um compromisso do SUS com a equidade.

“O que estamos fazendo é aproximar o Sistema Único de Saúde (SUS) desses territórios, reduzindo desigualdades e ampliando a capacidade de resposta da rede de saúde indígena.”

A programação inclui consultas, exames diagnósticos, procedimentos especializados e cirurgias oftalmológicas em áreas como pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia e cirurgia geral.

As ações contam com a parceria de instituições com experiência em territórios indígenas e regiões remotas, como o projeto Aldeia em Foco, a Associação Médicos da Floresta, o Hospital Einstein Israelita e a Organização não governamental Zoé.

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Desde o início da estratégia, em agosto de 2025, já foram realizados 14 mutirões em diferentes regiões do país. Para o diretor-presidente da AgSUS, André Longo, a iniciativa amplia o acesso dos povos indígenas à atenção especializada.

“Essa estratégia reduz barreiras de acesso, diminui o tempo de espera por atendimento e fortalece a integralidade do cuidado, respeitando as especificidades culturais e as realidades de cada povo indígena.”

Mutirões nos territórios indígenas

No território Xukuru do Ororubá, atendido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Pernambuco, o mutirão de oftalmologia ocorrerá até 20 de junho, com atendimento a mais de 30 aldeias. Nos dias 1º e 2 de julho, serão feitas cirurgias de catarata e pterígio em pacientes já cadastrados.

A ação contemplará os polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú, no Ceará.

No Amapá e norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Macapá concentrará atendimentos especializados em ginecologia e obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia. No território indígena Tumucumaque, os polos-base Bona e Missão Tiriyó receberão equipes de oftalmologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, clínica médica e odontologia.

A Terra Indígena Zo’é, em Tocantins, receberá atendimento especializado em 20 e 21 de junho. Serão ofertadas consultas, exames de imagem e cirurgias, com o apoio de um profissional fluente na língua Zo’é para garantir a mediação cultural e facilitar a comunicação com a comunidade.

Fonte: EBC Saúde

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