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Saúde

Radares voltam a operar na próxima semana e iniciam fase educativa em Várzea Grande

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Os radares de velocidade instalados em importantes vias de Várzea Grande devem voltar a operar já na próxima semana. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, durante entrevista concedida nesta terça-feira (14), na Câmara Municipal.

De acordo com o secretário, os equipamentos já estão implantados e passam pelos ajustes finais de sinalização. A ativação inicial terá caráter educativo, com duração de 30 dias, período em que não haverá aplicação de multas.

“Os equipamentos já estão implantados e na fase final de sinalização. Provavelmente, na próxima semana entram em operação com aquele prazo educativo de 30 dias. Nesse período não haverá multa, é uma fase de orientação. Após isso, passam a funcionar de forma efetiva”, explicou Gerson Scarton.

Os radares foram distribuídos em pontos estratégicos da cidade, especialmente em trechos de grande fluxo entre Várzea Grande e Cuiabá. Na Avenida da FEB, por exemplo, há equipamentos nos dois sentidos da via: para quem segue em direção à ponte Júlio Müller, os dispositivos estão localizados próximos à região da Boi Bom e antes do Posto Concórdia. Já no sentido contrário, há pontos próximos à Havan e também na Avenida João Ponce de Arruda, nas imediações de uma farmácia.

Além da FEB, a fiscalização eletrônica também será intensificada na Avenida João Ponce de Arruda e na rodovia Mário Andreazza, locais com alto índice de tráfego e histórico de ocorrências. Ao todo, serão cinco novos pontos de monitoramento, todos com limite de velocidade fixado em 60 km/h.

A Prefeitura destaca que os equipamentos seguem todas as normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e foram definidos a partir de estudos técnicos que consideraram tanto a segurança quanto a fluidez do trânsito.

Segundo o coordenador de Mobilidade Urbana, Cidomar Arruda, a medida atende a uma demanda antiga da população por mais segurança viária.

“A implantação desses equipamentos é resultado de estudos técnicos e também da escuta da população, que cobra mais segurança nas vias. Nosso objetivo é preservar vidas, reduzir acidentes e organizar melhor o fluxo, principalmente em trechos onde há travessias e grande circulação de veículos”, afirmou.

Outro ponto que passa a contar com fiscalização é a rodovia Mário Andreazza, especialmente em trechos conhecidos pelo excesso de velocidade, como nas proximidades da região do posto Papito e sentido Cuiabá.

Ainda conforme a Secretaria, todos os equipamentos estarão devidamente sinalizados, garantindo transparência e orientação aos condutores. A gestão municipal reforça que o foco principal da ação é a prevenção de acidentes e a promoção de um trânsito mais seguro para motoristas, motociclistas e pedestres.

“Estamos atendendo uma necessidade real da cidade. São vias com grande circulação e risco elevado de acidentes. A intenção é reduzir a velocidade sem comprometer o fluxo, garantindo mais segurança para todos”, completou o secretário Gerson Scarton.

PONTOS DE FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA:
• Av. da FEB (próximo à Ponte Nova – sentido bairro)
• Av. da FEB (bairro Manga – sentido centro)
• Av. da FEB (região do Manga – sentido bairro/centro)
• Av. João Ponce de Arruda (sentido Aeroporto)
• Rodovia Mário Andreazza (sentido Rodovia da Guarita)

Durante o período educativo, a orientação é que os motoristas já se adaptem aos limites de velocidade e redobrem a atenção, evitando penalidades quando a fiscalização passar a ser definitiva.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira

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O uso de corticoides de forma inadequada e adquiridos sem receita médica pode levar ao desenvolvimento e aumento de casos de glaucoma. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani.

O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, provocada pela elevação da pressão ocular e não tem cura. Quando não é tratada, pode levar à cegueira. 

Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% dos indivíduos acima dos 40 anos já têm glaucoma. 

Tanto colírios usados para aliviar irritação ocular como outros medicamentos que contenham corticoides como pomadas ou comprimidos podem provocar glaucoma quando utilizados sem acompanhamento médico.

Os corticoides são medicamentos usados para reduzir inflamações do organismo, como nos casos de irritações nos olhos, alergias, crises respiratórias, sinusites e dores inflamatórias. O alívio costuma ser rápido e isso faz com que muitas pessoas passem a reutilizar essas medicações por conta própria sempre que os sintomas reaparecem.

Mas, com o uso prolongado, os corticoides também podem alterar o funcionamento natural dos olhos. Eles dificultam a drenagem do líquido que circula dentro do globo ocular, que acaba acumulando e aumentando a pressão intraocular. Quando essa pressão permanece elevada por muito tempo, pode provocar lesões irreversíveis no nervo óptico e levar ao glaucoma.

A utilização indiscriminada dessas substâncias pode provocar outros problemas no organismo. Entre eles, aumento da glicose no sangue e descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquido, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções e alterações hormonais.

Alerta

A SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas de diversas especialidades chamando a atenção para os perigos relacionados ao uso indiscriminado de fórmulas com corticoides pela população.

“É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Roberto Vessani.

Além da discussão junto aos órgãos reguladores, foi feita uma reunião para tentar sensibilizar políticos em busca de solução. A ideia é buscar o mesmo caminho de rigor que existe atualmente para o antibiótico, mencionou Vessani. 

Vessani destacou que diversas especialidades médicas como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria prescrevem corticoides para tratar o problema de um paciente que, eventualmente, já pode ter glaucoma.

Sensibilidade

O presidente da SBG lembrou que cerca de 90% dos pacientes que já têm glaucoma são sensíveis ao uso de corticoide e isso faz com que a pressão do olho suba de maneira significativa, “comprometendo mais ainda a situação do glaucoma desse paciente”.

No caso de crianças alérgicas que, muitas vezes, têm história de alergia ocular, os pais, por falta de conhecimento, podem usar colírios com corticoides de forma crônica, o que pode levar ao aumento da pressão do olho ou ao desenvolvimento da catarata precocemente. 

Na área oftalmológica, Roberto Vessani esclareceu que o uso de colírio de antibiótico acaba sendo menos perigoso do que o de colírio de corticoide de forma indiscriminada. 

“Para nós, é muito importante que o uso de corticoides nas diversas formas tenha o mesmo rigor que ocorre em relação aos antibióticos”.

Para os antibióticos, são exigidas duas vias da receita médica, uma que fica retida pela farmácia para informar os órgãos reguladores que aquela medicação foi prescrita para aquele paciente. 

“Tem um controle dessa prescrição médica. Esse seria um caminho para que a gente tenha um pouco mais de segurança na hora que isso seja prescrito pelo médico e, também, bloqueando as pessoas que compram essas medicações, fazendo um autotratamento sem passar por um médico”.

Campanhas

Por meio de campanhas de informação, a SBG, o CBO e a SBOP vêm buscando informar as outras especialidades médicas sobre o risco para os olhos do uso crônico de corticoides. 

“Isso ajuda a diminuir riscos e a evitar situações que possam causar problemas maiores para a visão das pessoas que estão sendo tratadas de condições crônicas de saúde das diferentes especialidades”.

Ao fim de algumas semanas do uso crônico de corticoides, podem acontecer elevações na pressão dos olhos. “E essas pessoas, se continuarem usando essas medicações, podem acabar desenvolvendo o glaucoma e perder a visão”.

Em muitos países desenvolvidos do mundo ocidental, o uso de corticoides tem um controle maior, disse Vessani. Existe, segundo ele, uma melhor troca de informações entre as várias especialidades médicas do que ocorre no Brasil.

“A grande preocupação é com a informação e a conscientização da população e dos profissionais da área da saúde que prescrevem essas medicações”, reforçou.

Grupos de risco

Segundo Roberto Vessani, a partir dos 40 anos, a cada década, a prevalência de glaucoma quase dobra. 

“As pessoas têm outras condições de saúde que, frequentemente, podem precisar do uso crônico de corticoides. Há muitos pacientes de 70, 80 anos que, muitas vezes, têm glaucoma e, devido a um problema de saúde que exige o uso crônico de corticoides, estes medicamentos podem trazer problemas para os olhos dessas pessoas. São situações que acabam levando ao aumento do risco e do perigo”, apontou Vessani.

As três entidades médicas do setor oftalmológico recomendam o monitoramento da pressão intraocular em pacientes que utilizam essas medicações com corticoides por períodos prolongados, especialmente crianças e grupos de risco. 

Fonte: EBC Saúde

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