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Saúde

Quadro de saúde de Raoni é grave, mas estável, diz Hospital São Paulo

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O Hospital São Paulo divulgou há pouco boletim médico atualizado sobre as condições de saúde do cacique Raoni Metukire, 93 anos, internado na Unidade de Terapia Intensiva da em estado grave, porém estável.

O cacique apresenta quadro de obstrução intestinal, desidratação e pneumonia aspirativa e é tratado com antibioticoterapia e tratamento de suporte clínico. Apesar disso, ele respira espontaneamente, sem necessidade de suporte ventilatório mecânico, e recebe alimentação por meio de nutrição parenteral, que é administrada por via intravenosa.

Raoni foi transferido, às 11h30 desta sexta-feira (19), do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no norte de Mato Grosso, para a unidade hospitalar da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“O plano terapêutico atual prevê monitorização contínua e realização de exames para investigação diagnóstica. Uma nova atualização com o estado de saúde do paciente será emitida amanhã, 20 de junho, no período da tarde”, informou a assessoria do Hospital.

Em São Paulo, o acompanhamento do quadro de saúde de Raoni será conduzido pelo médico Franz Robert Apodaca Torrez, cirurgião e professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que já vinha monitorando a evolução do caso em articulação com as equipes médicas do Hospital e Maternidade Dois Pinheiro. 

Fonte: EBC Saúde

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Incidência de VSR em crianças de até 2 anos está em queda, diz Fiocruz

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Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), que atingem principalmente crianças de até 2 anos, estão diminuindo em grande parte do país, segundo o Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O vírus é uma das principais causas de bronquiolite nas crianças pequenas. 

Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das hospitalizações por VSR em boa parte do país. Apesar disso, a incidência ainda se mantêm em níveis altos em alguns estados.

Cinco das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Entre jovens, adultos e idosos, a queda é explicada principalmente pela redução das hospitalizações por influenza A. Em crianças de 5 a 14 anos, ela decorre sobretudo da diminuição dos casos graves por rinovírus.

De acordo com o InfoGripe, é importante manter medidas de higiene respiratória, como lavar as mãos, cobrir o nariz e a boca com o braço ou um lenço de papel ao tossir ou espirrar e fazer isolamento em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado. Mas, se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando máscara. E, o mais importante, manter a vacinação em dia.

Incidência e mortalidade

O estudo da Fiocruz revela que a incidência e a mortalidade semanal médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças de até 2 anos, a mortalidade é maior na população com 65 anos ou mais.

Enquanto a SRAG nas crianças pequenas está associada principalmente ao VSR, a mortalidade maior entre os idosos tem como principal causa o vírus influenza A, para o qual há vacina disponível no Sistema Único de Saúde.

Dados epidemiológicos

Em 2026, já foram notificados 115.203 casos de SRAG, sendo 60.200 (52,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) negativos e, pelo menos, 8.218 (7,1%) aguardando resultado laboratorial.

Entre os casos positivos registrados no ano, observou-se que 20,8% são de influenza A, 4,5% de influenza B, 40,2% de vírus sincicial respiratório, 30,2% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Fonte: EBC Saúde

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