Saúde
Projeto “Volta ao Mundo” transforma Copa do Mundo em aprendizado e integração entre alunos
Saúde
Os alunos dos 3º, 4º e 5º anos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida participarão, na próxima sexta-feira (12), do projeto “Volta ao Mundo”, uma experiência cultural e esportiva inspirada nos países que disputarão a Copa do Mundo de 2026. O evento será realizado durante toda a manhã e terá início com o desfile das nações representadas pelos estudantes.
De acordo com a diretora da unidade escolar, Helena Fernandes, a programação contará com jogos de futebol, circuitos esportivos, pebolim, tênis de mesa e diversas atividades voltadas ao conhecimento e à integração dos alunos.
“Teremos jogos, dinâmicas e desafios envolvendo perguntas sobre geografia, cultura, idiomas e curiosidades dos países participantes. Além disso, os estudantes serão estimulados a trabalhar em equipe, desenvolver o respeito às diferenças e fortalecer a integração entre as turmas”, destacou a diretora.
Helena Fernandes ressalta que a Copa do Mundo faz parte da cultura brasileira e desperta grande interesse entre os estudantes. “Os alunos estão muito animados com a realização do evento. É também uma oportunidade de ampliar o conhecimento em diferentes áreas, já que o tema é trabalhado em sala de aula por meio de pesquisas, produção de textos, elaboração de gráficos e outras atividades pedagógicas”, explicou.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, a Copa do Mundo é um evento global que vai muito além do esporte e pode ser utilizada como uma importante ferramenta de aprendizagem.
“A Copa desperta a curiosidade dos alunos e incentiva a busca por novos conhecimentos. Quando associamos o esporte ao aprendizado, tornamos o processo educativo mais atrativo, dinâmico e significativo para as crianças”, afirmou a secretária.
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Saúde
SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele
Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.
Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).
O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.
A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde.
“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.
O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.
“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior.
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