Saúde
Ingestão de água é importante no inverno para evitar doença dos rins
Saúde
A queda da temperatura no inverno pode trazer consequências sérias para a saúde dos rins, devido a uma mudança de comportamento nessa estação do ano.

Com menor sensação de sede, as pessoas, principalmente idosas, acabam reduzindo a ingestão de água durante o inverno, o que favorece a ocorrência doenças como cistites e até a formação de cálculos renais, alerta a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.
A pasta informa que realiza diagnóstico e tratamento de enfermidades renais nas unidades do Rio Imagem Centro e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O acesso é feito por meio de encaminhamento médico, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sintomas
As pessoas ao perceberem dor intensa na região lombar, dificuldade para urinar, sangue na urina, infecções urinárias recorrentes, perda involuntária de urina ou alterações no fluxo urinário, devem procurar atendimento na unidade básica de saúde.
De acordo com a orientação da secretaria, “a avaliação médica é fundamental para identificar a causa do problema e definir a necessidade de exames especializados”.
Exames
No Rio Imagem, o paciente com sintomas urinários, como incontinência, bexiga hiperativa e dificuldade para urinar, pode dispor de exames de urodinâmica, que avalia o funcionamento da bexiga e da uretra.
“Uma das opções terapêuticas oferecidas é a litotripsia extracorpórea por ondas de choque, procedimento minimamente invasivo, que fragmenta as pedras nos rins para facilitar sua eliminação pela urina”, informa a secretaria.
Acesso ao tratamento
O acesso às unidades do Centro e da Baixada ocorre por encaminhamento da Atenção Primária, após atendimento em uma Clínica da Família ou unidade básica de saúde da rede municipal.
A secretaria recomenda atenção especial à alimentação. Embora o frio não seja a causa direta dessas doenças, hábitos típicos da estação aumentam o risco.
“De uma forma geral, é importante aumentar a ingestão de água – dois a três litros por dia – praticar atividade física e evitar alimentos ricos em sódio e ultraprocessados”.
Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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