Saúde
Fundação Pró-Sangue alerta para baixo estoque e faz apelo a doadores
Saúde
A Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo alerta que os estoques de determinados tipos sanguíneos tiveram queda nas últimas semanas e estão em níveis críticos.

A situação dos estoques dos tipos O positivo, O negativo, A negativo e B negativo causam preocupação entre os especialistas da instituição, porque “os tipos negativos são fundamentais para atendimento de emergência e pacientes em situação crítica”.
Historicamente, as baixas temperaturas contribuem para a queda nas doações de sangue nos hemocentros. No entanto, esse cenário tem sido agravado por outros fatores que desestimulam ou impedem temporariamente a doação.
Quem tomou a vacina contra o sarampo precisa aguardar quatro semanas para doar. Da mesma forma, quem recebeu a vacina da gripe tem período de impedimento de 48 horas.
Para que um paciente consiga receber uma transfusão de sangue corretamente é necessário que o sangue doado seja compatível com seu tipo sanguíneo. A falta de um tipo específico pode causar um efeito dominó de queda nos outros estoques de sangue.
A falta do tipo O negativo é o mais grave, porque este pode ser doado para todos os outros tipos sanguíneos.
Diante desse cenário, a Fundação Pró-Sangue reforça a importância de manter os estoques equilibrados e orienta as pessoas que ainda não se vacinaram contra o sarampo e que estejam aptas a doar para priorizar a doação de sangue antes da vacinação.
Locais de doação:
- Posto Clínicas – Hospital das Clínicas (próximo às estações Clínicas e Oscar Freire do metrô, na capital paulista);
- Posto Dante Pazzanese – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (região do Parque do Ibirapuera, metrô Ana Rosa, na cidade de São Paulo)
- Posto Mandaqui – Hospital do Mandaqui (Zona Norte da capital)
- Posto Osasco – Em Osasco
- Posto Barueri – Em Barueri
O agendamento não é obrigatório, mas pode ser realizado pelo site da Pró-Sangue para agilizar o atendimento.
Quem pode doar:
- Pessoas em boas condições de saúde;
- Com idade entre 16 e 69 anos;
- Peso acima de 50 kg;
- Alimentadas e portando documento oficial com foto.
Pessoas com gripe ou resfriado precisam aguardar a plena recuperação e cumprir o tempo de espera indicado antes de doar.
*Estagiário sob supervisão Odair Braz Junior
Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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