Saúde
Cursos fortalecem geração de renda e o empreendedorismo em Várzea Grande
Saúde
Qualificação profissional certificou alunas dos cursos de unha em gel e patchwork. Ação despertou habilidades, incentivou novos começos e abriu perspectivas para que dezenas de alunas invistam no próprio futuro
A Prefeitura de Várzea Grande concluiu mais uma etapa do programa Capacita Mulher com a certificação das participantes dos cursos gratuitos de unha em gel e patchwork realizados no bairro Jardim Maringá. A iniciativa transformou o talento manual em oportunidade de renda e autonomia para mulheres várzea-grandenses.
Voltada à qualificação profissional e ao incentivo ao empreendedorismo feminino, a ação despertou habilidades, incentivou novos começos e abriu perspectivas para que dezenas de alunas invistam no próprio futuro.
Ao longo das aulas, as participantes tiveram acesso a todos os equipamentos necessários, além de suporte completo para o aprendizado, incluindo lanche durante os dias de formação.
O projeto é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Instituto Elevart e conta com emenda parlamentar do deputado estadual Wilson Santos (PSD).
Ao todo, o Capacita Mulher prevê a formação de cerca de 200 mulheres nesta etapa, com turmas compostas, em média, por 18 alunas e carga horária distribuída ao longo de duas semanas.
A próxima fase do programa já está em planejamento e será realizada simultaneamente em 11 bairros de Várzea Grande, com novas inscrições a serem abertas em breve. A expectativa é ampliar ainda mais o alcance da iniciativa, fortalecendo políticas públicas voltadas à geração de renda, qualificação profissional e independência financeira feminina.
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Saúde
Caminhadas buscam conscientizar população sobre lipedema
Uma em cada 10 mulheres no Brasil sofre com um acúmulo excessivo de gordura nas extremidades do corpo, resultando em um aumento desproporcional do tecido adiposo sobretudo nos braços e nas pernas. O quadro, comumente confundido com celulite, é chamado lipedema e incomoda além da estética, já que pode causar dores, inchaço, sensibilidade e limitações físicas.

Neste domingo (2), pacientes, familiares e profissionais de saúde participam de caminhadas agendadas em um total de 26 cidades no Brasil e no exterior com o objetivo de ampliar a conscientização e o diagnóstico precoce da condição.
Em entrevista à Agência Brasil, a cirurgiã vascular, angiologista e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Tatiana Losada detalhou que o lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, caracterizada pelo acúmulo exagerado de gordura, principalmente nas pernas, nos quadris e, em alguns casos, nos braços.
“Acomete quase exclusivamente mulheres e pode provocar dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para desenvolver hematomas”, disse, ao citar que a celulite, por sua vez, é uma alteração estética da superfície da pele, responsável pelo aspecto de casca de laranja e que, em geral, não provoca dor importante ou aumento desproporcional dos membros.
De acordo com a médica, no caso do lipedema, além das irregularidades na pele, costuma existir aumento simétrico e excessivo das pernas ou dos braços, dor ou sensibilidade ao toque, peso nas pernas, inchaço e hematomas frequentes. “É comum também haver preservação dos pés e das mãos, formando uma espécie de garrote na região dos tornozelos ou punhos”.
Tatiana destacou ainda que, apesar das diferenças entre ambas as condições, somente uma avaliação médica pode confirmar o diagnóstico.
“O diagnóstico é predominantemente clínico, realizado por meio da história da paciente e do exame físico. Não existe, atualmente, um exame laboratorial ou de imagem que confirme o lipedema. Exames como doppler podem ser solicitados para avaliar a circulação e afastar outras condições.”
Apesar de ser considerado uma condição crônica, o lipedema, segundo ela, pode ser tratado e controlado. O tratamento, individualizado, pode envolver alimentação equilibrada, controle do peso, exercícios físicos, sobretudo fortalecimento muscular, fisioterapia, terapia compressiva e acompanhamento multiprofissional.
“Em pacientes selecionadas, pode ser realizada cirurgia. O objetivo é reduzir dor e inchaço, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida”, explicou.
As causas do lipedema, de acordo com a médica, ainda não foram completamente esclarecidas, mas há forte associação a fatores genéticos e hormonais. Por esse motivo, é comum encontrar diversas mulheres de uma mesma família com características semelhantes, mesmo que nunca tenham recebido o diagnóstico.
“Os sintomas também podem surgir ou se intensificar em períodos de mudanças hormonais, como adolescência, gravidez e menopausa. Ganho de peso, sedentarismo e alterações metabólicas não são considerados causas diretas do lipedema, mas podem agravar os sintomas, a inflamação, a sobrecarga articular e as limitações de mobilidade.”
Tatiana ressaltou que, diante de sinais de um possível lipedema, o paciente deve procurar um médico com experiência no diagnóstico da doença e não atribuir o quadro apenas ao excesso de peso.
“Quanto mais cedo for realizada a avaliação, mais cedo será possível controlar os sintomas, proteger as articulações, preservar a mobilidade e evitar tratamentos desnecessários. O diagnóstico adequado também ajuda a reduzir a culpa que muitas mulheres carregam por acreditarem que o problema decorre somente da alimentação ou da falta de esforço para emagrecer”, concluiu.
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