Política
Wellington defende prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro e projeta cenário político para 2026
Política
O senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, comentou temas centrais da política nacional durante entrevista ao programa _Direto ao Ponto_, da Jovem Pan News. Ao jornalista Bruno Pinheiro, o parlamentar abordou a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, o cenário eleitoral do Partido Liberal (PL), críticas ao governo federal e pautas legislativas prioritárias. “O Brasil vive um momento de fortes tensões institucionais e precisamos buscar equilíbrio, diálogo e respeito às garantias legais”, pontuou.
Durante a conversa, Fagundes defendeu a concessão de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro, argumentando que o ex-presidente enfrenta vulnerabilidade física após cirurgias e um “massacre emocional”. “Está faltando Deus no coração do julgador. Temos que ter a lei do bom senso”, declarou.
Ao tratar das eleições de 2026, o senador destacou que o PL trabalha com o nome do senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência. “É um nome jovem, moderno e do diálogo, capaz de distensionar o Brasil”, avaliou. No cenário estadual, reafirmou sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. “O PL é o maior partido do estado e estamos organizando nossas candidaturas com responsabilidade e planejamento”, enfatizou.
Fagundes também criticou a condução econômica do governo Lula. “Há uma gastança desenfreada e aumento da carga tributária sem que o serviço chegue ao cidadão”, argumentou. Sobre a relação entre os Poderes, avaliou que “o Congresso está enfraquecido diante do Judiciário”, acrescentando que “o excesso de concentração de decisões e a omissão do próprio Legislativo contribuíram para esse cenário”.
Iniciativas do Mandato
Sobre a CPMI do INSS, o senador disse ser “fundamental investigar possíveis desvios que podem alcançar cifras bilionárias”. Em relação ao Estatuto do Pantanal, destacou que “o objetivo é garantir desenvolvimento sustentável, preservação ambiental e monitoramento moderno por satélite”.
Também mencionou proposta para reserva de 30% das cadeiras do Legislativo para mulheres, defendendo que “é preciso avançar da cota de candidaturas para a participação real”, e comentou o debate sobre o fim da escala 6×1: “o tema precisa de diálogo amplo; o trabalho é essencial e as mudanças devem ser responsáveis”.
Ao final, reforçou sua atuação municipalista e a defesa da interiorização das políticas públicas. “Nosso foco é levar investimentos para onde as pessoas vivem, com hospitais universitários, infraestrutura ferroviária e projetos que gerem desenvolvimento regional em Mato Grosso”, concluiu.
Política
Pedro Taques afirma que denúncia à PGR deu origem à investigação da PF sobre acordo de R$ 308 milhões entre Governo de MT e Oi
Ex-governador diz que representação criminal do seu escritório originou a Operação Heritage. Mauro Mendes nega irregularidades e fala em disputa política
A investigação da Polícia Federal sobre o acordo de aproximadamente *R$ 308 milhões* firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A. voltou ao centro do debate político nesta quinta-feira, (6-8)
Em coletiva de imprensa acompanhada pela equipe do *Espia News*, o pré-candidato ao Senado da República *Pedro Taques*, afirmou que a representação criminal apresentada por seu escritório à Procuradoria-Geral da República (PGR) foi o ponto de partida para a apuração que culminou na deflagração da *Operação Heritage*.
Segundo Taques, a denúncia foi construída a partir da análise de documentos que, na avaliação dele, apontam possíveis irregularidades na celebração do acordo entre o Estado e a operadora de telefonia.
*Como surgiu o caso*
O acordo investigado envolve uma disputa tributária entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A., encerrada por meio de um acordo administrativo que movimentou cerca de R$ 308 milhões.
Na coletiva, Pedro Taques afirmou que o Estado possuía decisões judiciais favoráveis e que, por isso, não haveria fundamento jurídico para a celebração do acordo da forma como ocorreu. Segundo ele, a legislação estadual que criou a Câmara de Resolução Consensual de Conflitos, a *Consenso-MT*, não autorizaria esse tipo de negociação envolvendo créditos tributários.
O ex-governador também disse que sua equipe identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo fundos de investimento ligados aos valores pagos no acordo. As informações foram reunidas em uma representação encaminhada à PGR, que posteriormente resultou na abertura das investigações pela Polícia Federal.
*O que disse Pedro Taques*
Durante a coletiva, Taques fez duras críticas ao acordo firmado pelo Governo do Estado e afirmou que:
– *A investigação da PF teve origem* na representação criminal apresentada por seu escritório;
– *O acordo com a Oi foi ilegal*, em sua avaliação;
– *Houve falhas nos critérios* utilizados para definir os valores envolvidos;
– *O fluxo dos recursos públicos precisa ser esclarecido* pelas autoridades responsáveis.
O ex-governador destacou ainda que as medidas cautelares da Operação Heritage foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal após manifestação da Procuradoria-Geral da República.
*O que investiga a Polícia Federal*
A Operação Heritage apura se houve irregularidades na negociação envolvendo recursos públicos destinados ao acordo com a Oi.
Entre os crimes investigados estão: *organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada*.
Até o momento, a investigação segue em andamento e não há condenação de qualquer investigado.
*O que diz Mauro Mendes*
*Mauro Mendes nega todas as acusações.*
Em manifestações públicas, o ex-governador afirma que o acordo foi celebrado dentro da legalidade, com respaldo técnico e jurídico, e sustenta que a investigação esclarecerá a regularidade dos atos praticados durante sua gestão. Mendes também atribui as acusações ao ambiente de disputa política.
*Investigação continua*
A Polícia Federal prossegue com a coleta de provas e a análise dos documentos apreendidos durante a Operação Heritage.
A existência da investigação não representa condenação, e todos os investigados têm assegurados os direitos ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
O *Espia News* continuará acompanhando o andamento do caso e trará novas informações à medida que houver manifestações oficiais das autoridades e das partes envolvidas.
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