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Secretária de VG passou final de semana em São Paulo em viagem paga com dinheiro público

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Política

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A secretária de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon de Cássia Maia, passou um final de semana inteiro em São Paulo sem participar de nenhum evento oficial utilizando diárias pagas por dinheiro público. Documentos recebidos pela reportagem do PNB Online mostram que a secretária aproveitou de um evento no meio da semana para “esticar” o período até São Paulo juntamente com mais dois servidores.

Dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Várzea Grande mostram que Deisi recebeu diárias além do necessário para participar de um evento que duraria apenas até 20 (terça-feira) e 23 de maio (sexta-feira). Deisi, no entanto, recebeu diárias para ficar em São Paulo até o dia 25 (domingo).

O recebimento de diárias em finais de semana contraria um decreto editado pela própria prefeita Flávia Moretti (PL). Segundo o Decreto 11/2025, serão permitidas diárias nos finais de semana apenas quando comprovada a necessidade de “início/término em alguns destes dias”.

Ao todo, Deisi recebeu R$ 4.620,00 para participar do evento Congresso de Saúde Hospital 2025, que duraria apenas entre 20 e 23 de maio. Além dela, também receberam diárias o chefe do pronto-socorro de Várzea Grande,  Klisman Ananias dos Santos, que recebeu R$ 4.270,00 em diárias. O mesmo valor foi recebido pela subsecretária Erika Auxiliadora Duarte Carvalho.

Questionada sobre o que justificaria o pagamento de diárias no final de semana para um evento que durou apenas até sexta-feira, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informou que isso ocorreu “considerando o tempo necessário para deslocamento”. A viagem de avião entre Cuiabá e São Paulo dura cerca de 2 horas.

A reportagem também solicitou cópia dos processos administrativos sobre os pagamentos das diárias. A assessoria declarou apenas que estes processos são encaminhados à Secretaria de Fazenda.

Veja a nota completa

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informa que o processo referente às diárias foi devidamente ajustado para o período de seis dias e meio, considerando o tempo necessário para deslocamento, logística de viagem e a continuidade de agendas técnicas realizadas após o encerramento do evento.

O evento, que teve duração de quatro dias, apresentou uma gama de empresas com tecnologia avançada voltadas à área da saúde, além de promover tratativas de interesse estratégico para o município. A participação das gestoras possibilitou avanços significativos, incluindo a aquisição imediata de respiradores e monitores hospitalares de última geração para o Pronto-Socorro Municipal, bem como o encaminhamento de novas aquisições destinadas à modernização do parque tecnológico de todas as unidades de saúde de Várzea Grande.

A Secretaria reforça que todos os procedimentos administrativos seguem rigorosamente os trâmites legais, sendo devidamente registrados e auditáveis pelos órgãos de controle.

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Trabalhador tem direito de sair do serviço para votar; confira a lei

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O eleitor que vai trabalhar no dia da eleição tem o direito de se ausentar do serviço para exercer o direito ao voto, sem prejuízo de salário. A regra está prevista no artigo 234 da Lei eleitoral e em uma resolução complementar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2026.

As normas asseguram à pessoa que precisar trabalhar ou prestar serviço a terceiros no dia da eleição o direito de se ausentar pelo tempo necessário ao exercício do voto. O período de ausência precisa levar em conta o tempo gasto com o deslocamento para ir e voltar da seção eleitoral e o tempo na fila de votação, se houver.

A regra também vale para trabalhadores que não são obrigados a votar, como maiores de 70 anos e jovens entre 16 e 18 anos. Tentar impedir o exercício do voto é crime eleitoral, que pode ser punido com detenção de até 6 meses e pagamento de multa.

O TSE orienta que, quem for trabalhar no próximo dia 25, combine de forma antecipada com o empregador um horário para ir até à sua seção.

Voto em outro município

Caso o eleitor vote em uma cidade diferente daquela em que trabalha, ele tem direito a se ausentar do trabalho no dia da eleição e a falta não pode ser descontada do salário.

Trabalhadores convocados para atuar como mesários também podem se ausentar do trabalho e têm direito a folgas dobradas em relação aos dias que ficou à disposição da Justiça Eleitoral.

Assédio Eleitoral no Trabalho

Pressionar um trabalhador para votar ou deixar de votar em um determinado candidato é crime eleitoral que pode ser punido com reclusão e multa. Essa coação pode vir de chefes e superiores hierárquicos e vale para trabalhadores celetistas, terceirizados, estagiários e servidores.

Ela ocorre, por exemplo, quando o chefe ameaça demitir o funcionário ou fechar a empresa caso um dos candidatos perca a eleição ou pede ao funcionário para gravar vídeo de apoio político. Coações sutis como promessas de vantagem para induzir o voto também são passíveis de punição.

Quem sofrer assédio eleitoral pode fazer denúncia ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e aos ministérios Público do Trabalho (MPT) e Eleitoral (MPE).



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