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Deputada Coronel Fernanda destaca desafios da mulher na política em encontros no Parlamento Europeu

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) participa ao longo desta semana de encontros com o Parlamento Europeu voltados à promoção da participação feminina na política e ao combate à violência contra a mulher. Na “Missão Bruxelas”, a parlamentar representa a Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados.

A iniciativa é fruto de uma cooperação entre a União Europeia e o Brasil, com o objetivo de fortalecer o diálogo e buscar soluções conjuntas para ampliar o protagonismo feminino nos espaços de poder.

Durante as agendas em Bruxelas, a parlamentar destacou os obstáculos que as mulheres enfrentam ao ingressarem na vida pública no Brasil. “Apesar de existir uma legislação eleitoral, na prática não existem regras e a disputa é desigual. Os recursos não chegam igualmente para todas nós. Hoje, por exemplo, temos 30% de mulheres na política, mas a maioria não recebeu financiamento suficiente para fazer uma campanha decente e em condições de igualdade com os homens”, afirmou.

Com quase 30 anos de carreira na segurança pública, Coronel Fernanda relatou que a experiência nas ruas foi fundamental para encarar os embates políticos. No entanto, ela reconhece que essa não é a realidade da maioria das mulheres. “Muitas entram na política sem preparo, sem base sólida, movidas por um chamamento pessoal. Quando chegam lá, precisam provar, o tempo todo, que têm competência e coragem para ocupar seu espaço.”

A deputada relembrou sua primeira candidatura, que foi ao Senado em 2020, como um momento de ruptura pessoal. “Vi minha honra e minha história serem atacadas apenas porque meu nome começou a ser ventilado. Nunca tive qualquer problema em quase três décadas de serviço. Tenho duas graduações, seis pós-graduações, sou casada, mãe, e nada disso foi suficiente. Fui atacada de todas as formas. Eram 11 homens contra mim, políticos de carreira, e sem estrutura financeira. Eu tive que reconstruir minha trajetória”, relatou no encontro.

Segundo a parlamentar, essa vivência reforçou a urgência de mudar a cultura política do país. “Precisamos preservar a história das mulheres. Quando uma mulher decide entrar na política, é porque acredita em algo, porque tem uma causa. É diferente. E essas causas precisam ser respeitadas”, defendeu.

Coronel Fernanda também reforçou que é preciso criar um ambiente de acolhimento e proteção às mulheres na política, para que elas se sintam encorajadas. “Eu vivi isso na pele, e ainda amargo as consequências da minha decisão. Mas sigo firme, porque acredito que podemos construir um caminho mais justo para todas. Que as mulheres se espelhem, tenham coragem e saibam que não estão sozinhas.”

A parlamentar afirmou que os próximos dois anos serão dedicados a transformar essa realidade. “As campanhas de 2020 e 2022 me ensinaram muito. Agora, quero retribuir com propostas e ações que façam a diferença. Minha missão é fazer o bem, e é com essa base que sigo na política.”

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Comissão do Senado aprova novo piso salarial de médicos e dentistas

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, na noite dessa quarta-feira (10), um projeto de lei (PL) que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, por 20 horas de trabalho semanal.

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD/PB), o PL nº 1.365/202 também reajusta de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e as horas extras; assegura um intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos trabalhados e determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos só seja ocupada por profissionais das respectivas áreas.

Se nenhum senador apresentar recurso para que a proposta seja votada pelo plenário do Senado, ela seguirá para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovadas, as novas regras valerão para os profissionais dos setores público e privado.

No caso do setor privado, o novo piso será reajustado anualmente, com base na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já os municípios, estados e o Distrito Federal poderão aplicar outros indicadores, conforme a legislação local.

Segundo cálculos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, só na rede pública federal, a medida acarretará, em 2027, um impacto de cerca de R$ 7,7 bilhões para os cofres públicos.

Relator da proposta, o senador Fernando Dueire (PSD-PE) classificou a medida como uma “reparação histórica”. Em seu parecer, ele argumenta que a valorização financeira dos médicos é condição necessária para o êxito de políticas de interiorização desses profissionais. A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) afirmou que o piso atualmente praticado é insuficiente para a categoria.

Em nota, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, comemorou a aprovação, classificando-a como uma conquista histórica para a categoria, ao avançar no sentido de atualizar a legislação em vigor, que estabelece o piso dos médicos correspondente a três salários mínimos de 2022.

“O Senado analisou e reconheceu que os médicos brasileiros merecem um salário digno. Essa aprovação representa o reconhecimento da importância dos profissionais para o sistema de saúde e para a sociedade brasileira. Trata-se de uma medida de valorização profissional e de justiça”, afirmou.

A aprovação do PL se somou a outras duas decisões de ontem, do Senado, que impactam o Orçamento da União: a aprovação do uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal para financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais ocasionadas por eventos climáticos adversos ou impactos econômicos negativos em razão de conflitos geopolíticos internacionais e a aprovação de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

*Com informações da Agência Senado



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