Mato Grosso
“Temos a chance de melhorar a genética do nosso gado leiteiro”, afirma produtor de Chapada do Guimarães
Mato Grosso
A assistência técnica prestada pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), tem sido fundamental para o sucesso do programa de melhoramento genético do Governo do Estado, executado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), com resultados concretos na produção leiteira de Chapada dos Guimarães.
Dentro do programa, os técnicos da Empaer atuam desde a identificação das propriedades com viabilidade técnica, passando pela orientação dos produtores, até o acompanhamento contínuo do desenvolvimento dos animais, garantindo que o investimento em genética gere aumento real de produtividade, renda e qualidade de vida no campo.
Na comunidade Lagoinha Debaixo, no Sítio União, o produtor de pequena escala Antonio Divino comemora a oportunidade. “Eu moro aqui desde 1988 e nunca tivemos a chance de melhorar a genética do nosso gado leiteiro como agora. Se a mãe dessas bezerras dava quatro litros, eu espero delas de 15 a 20 litros para cima”, afirma.
“Eu fico até emocionado, porque já estou com uma idade e estou vendo um futuro para meus filhos e netos. Algo que o Governo, por meio da Seaf e da Empaer, acreditou na nossa região. A união do município com o governo rendeu resultados, e só temos a agradecer.”
Na Chácara Boa Esperança, o produtor José Alceu da Costa destaca que o acompanhamento técnico dá segurança ao investimento. “Nós ouvimos na reunião que esses animais podem chegar a produzir até 25 litros de leite por dia. A esperança é produzir mais leite com menos animais. Eu nunca tive essa oportunidade, e esse é um ótimo trabalho. A gente agradece o Governo do Estado, a Seaf e a Empaer.”
Segundo o extensionista da Empaer Wagner Azevedo, os resultados já começam a aparecer no município. “Os investimentos feitos por meio da Seaf, aliados ao apoio técnico da Empaer, têm mostrado resultados positivos, aumentando a produção e melhorando a qualidade de vida do produtor. Em breve, teremos bezerras produzindo acima de 25 litros de leite por dia”, explica.
O engenheiro agrônomo e gestor territorial da Empaer no Vale do Rio Cuiabá, Lucas Freire, reforça que o programa vai além da entrega da genética. “Temos 13 municípios na região. Esse programa será responsável pela evolução da produtividade, mas isso só acontece porque existe assistência técnica. Chapada dos Guimarães é hoje o único município do Vale do Rio Cuiabá que participa do programa e já colhe resultados. Convidamos outros municípios da Baixada Cuiabana a conhecer essa iniciativa.”
Lucas também alerta que o sucesso depende do manejo adequado. “A genética sozinha não faz milagre. É preciso oferecer boa alimentação, manejo correto, atenção à sanidade e conforto animal. A Empaer está presente nos 142 municípios do estado, com técnicos capacitados para atender a agricultura familiar, seja no melhoramento genético ou em outras áreas da produção.”
Outro exemplo é o produtor Rogério Kohl, que veio de Carazinho (RS) e há quatro anos investe de forma consistente na sua propriedade. Incentivado pela médica-veterinária e extensionista da Empaer, Fabíola, ele conseguiu incluir a área no programa em 2024. “Por conta própria, não conseguiríamos acessar essa genética. Hoje produzo cerca de 80 litros de leite por dia e acredito que, com a genética e o acompanhamento técnico, vamos aumentar em torno de 40 litros diários”, relata.
A parceria da Empaer com a Seaf possibilita o aumento da produção de leite em diferentes regiões do Estado, consolidando como uma política pública essencial para fortalecer a produção leiteira, estimular a permanência das famílias no campo e promover desenvolvimento sustentável.
Entre 2020 e 2025, foram investidos em prenhez e sêmen R$ 10,5 milhões.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Idoso garante na Justiça continuidade de tratamento oftalmológico
Resumo:
- Clínica oftalmológica deverá manter e custear integralmente tratamento de idoso após agravamento de problema ocular.
- A decisão garante continuidade da assistência médica mesmo sem perícia conclusiva sobre responsabilidade.
Um idoso de 84 anos conseguiu manter decisão que obriga uma clínica oftalmológica a custear integralmente seu tratamento ocular, incluindo consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e medicamentos prescritos, após mudança no quadro clínico que tornou inadequada a cirurgia inicialmente determinada. A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso da empresa e confirmou a tutela de urgência.
O paciente ajuizou ação de obrigação de fazer com pedido de indenização por danos morais e materiais. Inicialmente, havia sido determinada a realização de cirurgia de vitrectomia para retirada de substância ocular. Contudo, com a evolução do quadro e a realização do procedimento, a medida perdeu o objeto. Diante disso, o juízo de origem adequou a tutela para garantir a continuidade do tratamento clínico voltado à recuperação da córnea e à preservação da visão do olho direito.
A clínica recorreu, sustentando que a nova decisão impôs obrigação ampla e contínua de custeio sem delimitação técnica ou temporal, bem como sem realização prévia de perícia médica para comprovar eventual nexo causal entre sua conduta e o atual problema. Alegou ainda que o comprometimento visual teria relação com cirurgia anterior realizada em outra unidade de saúde e que parte do atendimento vinha sendo viabilizada pelo Sistema Único de Saúde.
Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, destacou que a decisão questionada apenas ajustou a tutela de urgência à realidade clínica superveniente, conforme autoriza o artigo 296 do Código de Processo Civil. Ressaltou que, nesta fase processual, não se discute de forma definitiva a existência de erro médico ou responsabilidade civil, matérias que dependem de instrução probatória mais aprofundada, inclusive eventual perícia.
Segundo o entendimento adotado, a ausência de laudo conclusivo não impede a adoção de providências emergenciais quando há risco de agravamento da saúde, especialmente em se tratando de paciente idoso e com quadro ocular sensível. A manutenção do tratamento foi considerada medida reversível e necessária para evitar possível piora da visão.
O colegiado também afastou o argumento de que a clínica não poderia ser obrigada a fornecer medicamentos por não possuir farmácia própria. A decisão permite, alternativamente, o depósito judicial do valor correspondente para que o paciente adquira os colírios e demais remédios prescritos.
Em relação à multa diária, foi mantida a fixação de R$ 200 por dia em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 10 mil. Para a relatora, o valor é proporcional e adequado para assegurar o cumprimento da ordem.
Processo nº 1007607-59.2026.8.11.0000
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
-
Política5 dias atrásVotação do relatório da CPI do Crime Organizado será às 14h
-
Entretenimento5 dias atrásFábio Jr. surge de roupão e chapéu e encanta fãs com performance nas redes
-
Polícia4 dias atrásEmpresário que matou ex-jogador de vôlei por ciúmes da ex pega 22 anos de prisão
-
Saúde5 dias atrásContribuintes ainda podem fazer pagamento de IPTU 2026 e quitar débitos com Refis
-
Saúde6 dias atrásNova lei amplia acesso a terapias e vacinas contra o câncer no SUS
-
Política4 dias atrásNovo Plano de Políticas para Mulheres será lançado no 2º semestre, diz ministra
-
Entretenimento4 dias atrásFilho de Rebeca Abravanel rouba cena em festa do filho caçula de Patrícia Abravanel
-
Política4 dias atrásProjeto do governo reduz jornada semanal para 40 horas e prevê dois dias de descanso remunerado
