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Mato Grosso

Polícia Militar localiza três faccionados suspeitos por tentativa de homicídio em Cáceres

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Mato Grosso

Com auxílio das câmeras de segurança do Vigia Mais MT, policiais militares do 6º Batalhão prenderam nesta quinta-feira (5..2), dois homens e apreenderam um adolescente, suspeitos por tentativa de homicídio, tráfico ilícito de drogas e porte ilegal de arma de fogo, em Cáceres. As equipes recolheram um revólver calibre .38, 14 munições e diversas porções de entorpecentes. Os envolvidos integram uma facção criminosa.

O trio é suspeito de participação em uma tentativa de homicídio na última terça-feira (3), no município. Na ocasião, dois deles, em uma motocicleta, efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra duas pessoas, na Praça Pantanal. A ação criminosa foi flagrada por militares que realizavam patrulhamento tático na região.

Os suspeitos fugiram em alta velocidade, após breve perseguição policial. A partir da placa de identificação do veículo, os militares da unidade, com apoio das equipes da Força Tática e do Raio, no âmbito da Operação Força Total – Território Livre, localizaram um dos suspeitos, de 37 anos, na praça onde ocorreu o crime, comercializando entorpecentes.

Ao ser abordado, os militares apreenderam nove porções de pasta base de cocaína e R$ 85 em espécie. O suspeito confessou que pilotava a motocicleta utilizada na tentativa de homicídio. Ele apresentava uma queimadura na perna, ocasionada durante a fuga e revelou que abandonou o veículo em uma área de mata. A moto foi apreendida logo em seguida.

O suspeito relatou a localização de um adolescente, de 17 anos, então autor dos disparos da arma de fogo. O menor estava escondido na casa de um comparsa, de 32 anos, no bairro Carvalhada. Ambos foram detidos em flagrante.

Em buscas pela residência, os militares recolheram munições escondidas em baixo de um botijão de gás e a arma de fogo, dentro de uma máquina de lavar roupas. Além disso, foram apreendidas porções de maconha, pasta base de cocaína e R$ 84. O trio foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Cattani defende projeto sobre a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt e destaca estudos realizados pela ALMT na região

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) defendeu durante sessão nesta quarta-feira (17), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 11/2025 que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e trata da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt. O parlamentar afirmou que a proposta tem sido alvo de interpretações equivocadas e reforçou que o objetivo não é extinguir a reserva, mas corrigir problemas decorrentes da ampliação de seus limites sobre áreas já ocupadas por famílias e produtores rurais.  

Segundo Cattani, o debate sobre a situação da reserva não começou com a apresentação do projeto. Em abril de 2025, a Assembleia Legislativa aprovou a criação de uma Comissão Especial para acompanhar e avaliar a situação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, diante dos conflitos fundiários, das disputas judiciais e dos impactos relatados por moradores da região.

A partir da criação da comissão, foram realizadas visitas técnicas, reuniões com comunidades locais e estudos para levantar informações sobre os aspectos sociais, econômicos, ambientais e fundiários da área. De acordo com o parlamentar, parte das críticas feitas ao projeto ignora a realidade de comunidades que já estavam estabelecidas na região antes da ampliação da reserva.

“O governo assentou essas pessoas e algumas estavam lá muito antes de existir a Reserva do Guariba. Quando houve a ampliação da reserva, ela passou a abranger áreas consolidadas, onde vivem produtores e famílias há muitas décadas”, disse.  

Cattani ressalta que a proposta em tramitação não tem como objetivo extinguir a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, mas sustar o decreto que ampliou seus limites sobre áreas que, segundo ele, já estavam consolidadas e ocupadas por famílias e produtores rurais. “O projeto não extingue a Resex Guariba-Roosevelt de forma nenhuma. Ele vai corrigir um erro que o Estado fez. Nós queremos preservar a reserva. Ninguém vai extinguir o Guariba. O que estamos discutindo é o decreto que ampliou a área sobre locais onde já existiam produtores rurais antes da reserva existir”, declarou.

Para subsidiar os trabalhos, a Comissão Especial da ALMT solicitou a elaboração do Projeto de Análise Técnica da Resex Guariba-Roosevelt, estudo que avaliou os impactos sociais, econômicos, ambientais e fundiários da região. O relatório preliminar será apresentado no próximo dia 29 de junho, durante audiência pública no distrito de Guariba.

“A Assembleia Legislativa está investindo nesse trabalho, que analisou todos os aspectos da reserva, econômico, social e ambiental. Esse estudo vai nos dar parâmetros para regulamentar tanto a própria reserva, que nós queremos preservar, como também dar segurança jurídica às pessoas que vivem naquela região”, afirmou.

Segundo Cattani, a atuação ocorre após sucessivos pedidos feitos pela própria população local. “Nós estamos atendendo um clamor da população daquela região, das pessoas que vivem lá e que buscam uma solução para a insegurança jurídica que enfrentam”, disse. “Os moradores da região não pedem privilégios. Eles pedem respeito, saúde, educação, oportunidades, segurança jurídica e condições dignas para permanecer onde sempre viveram. O Parlamento de Mato Grosso tem a obrigação de ouvir essas vozes”, completou o parlamentar, durante a sessão.  

Para o parlamentar, o trabalho demonstra que o tema vem sendo tratado de forma ampla e responsável, buscando conciliar a preservação ambiental com os direitos das famílias que vivem e produzem na região há décadas.

“O que nós queremos é preservar a reserva e, ao mesmo tempo, garantir segurança jurídica para quem está lá antes dessas ampliações. Uma coisa não impede a outra”, concluiu.

Gilberto Cattani defende que o debate seja conduzido com base em informações técnicas e na realidade vivida pelas comunidades locais. Segundo ele, a preservação ambiental e a garantia de direitos às famílias que ocupam a região não são objetivos incompatíveis e devem caminhar juntos na construção de uma solução definitiva para a área. 



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