Mato Grosso
Polícia Civil mira membros de facção criminosa envolvidos em homicídio e tráfico de drogas
Mato Grosso
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (4.12), a Operação Parvus II, para cumprir dois mandados de prisão, um mandado de apreensão de menor e dois mandados de busca e apreensão em pontos suspeitos de comercialização de drogas em Alto Taquari.
A ação, realizada pela Delegacia de Alto Taquari, é um desdobramento das investigações sobre o homicídio que vitimou Carlos Henrique Silva Oliveira, de 20 anos, em 3 de novembro de 2025.
Conforme as investigações, a vítima deixou sua residência por volta das 21h30 para adquirir entorpecentes e não retornou. Horas depois, familiares receberam um vídeo mostrando sua decapitação, supostamente cometida por integrantes de uma facção criminosa rival àquela que atua na cidade.
As investigações apontam que o jovem teria sido torturado e morto por engano, ao ser confundido com seu irmão, este sim envolvido com uma facção criminosa.
Durante diligências anteriores, o local do crime foi identificado e periciado pela Politec, que encontrou vestígios de sangue humano. O material foi encaminhado para exame de comparação genética com o DNA de familiares da vítima.
Diante dos elementos reunidos, a delegada Michele Castro Reis de Siqueira representou pelas prisões e buscas e apreensões, que foram deferidas pelo Poder Judiciário.
Durante o cumprimento dos mandados nesta quinta-feira (4), um homem de 20 anos foi preso em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas majorado e organização criminosa.
Em sua residência foram apreendidos meio tablete de maconha, quatro aparelhos celulares, uma máquina de cartão de débito/crédito, um rádio comunicador HT e um rolo de plástico filme, materiais que serão submetidos à perícia técnica.
“As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e localizar todos os envolvidos no crime”, disse a delegada Michele Castro Reis, responsável pela investigação.
O nome “Parvus”, utilizado na operação, deriva do latim e significa “pequeno” ou “insignificante”, em referência ao motivo fútil que desencadeou o homicídio.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Max Russi afirma confiança da ALMT nas instituições para apuração da Operação Tomada de Contas
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), defendeu o aprofundamento das investigações da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 29 de outubro, que resultou na prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo. “A Assembleia confia na Polícia Federal, no Ministério Público e na imprensa”, afirmou.
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (4), Max classificou a situação como muito ruim e ressaltou a importância da atuação dos órgãos de investigação e do acompanhamento da imprensa para o esclarecimento dos fatos e a eventual responsabilização dos envolvidos, caso sejam comprovadas irregularidades.
“Eu acredito que isso vai ser muito bem apurado, a sociedade vai acompanhar de perto e a Assembleia Legislativa também. Vamos confiar nesses órgãos e aquilo que for papel da ALMT, nós vamos tomar todas as providências. Eu falo em nome do Parlamento estadual e tenho certeza que podemos contar com todos os deputados”, afirmou.
O presidente reforçou ainda que a Assembleia acompanhará os desdobramentos da operação e adotará as medidas que estiverem dentro de suas atribuições, conforme o avanço das investigações. A intenção, segundo o parlamentar, é contribuir para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas.
A Operação – A Operação Tomada de Contas foi deflagrada em 29 de outubro pela Polícia Federal, com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar um suposto esquema de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).
Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, e outros investigados, entre eles o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires, Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
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