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Mato Grosso

Palestra orienta colaboradoras terceirizadas sobre como romper ciclo da violência doméstica

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Mato Grosso

“Hoje minha mãe é feliz, é decidida!” O relato emocionado da colaboradora terceirizada Rosângela Gonçalves marcou o bate-papo sobre violência doméstica realizado no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (26). Ao compartilhar a história vivida dentro de casa, ela destacou como o acesso à informação foi essencial para ajudar a mãe a romper um ciclo de violência.

Rosângela contou que cresceu em um ambiente marcado por agressões psicológicas. “Meu pai não deixava a minha mãe trabalhar fora, não deixava ela viver. Minha mãe sofria muito e chegou a não querer saber mais de nada na vida”, relatou. A mudança começou quando ela passou a participar de palestras voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.

“Comecei a levar minha mãe, conversar com ela em casa. Ela começou a tomar postura, querer mudar. Hoje ela se maquia, faz cabelo, faz curso. É outra vida”, disse, emocionada. Para ela, ações como essa são fundamentais. “Vocês não fazem ideia do tanto que é importante para nós mulheres. Muitas sofrem caladas e não sabem como procurar ajuda”, completou.

O encontro integra a campanha “Eu Digo Basta”, da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso (Cemulher-MT), e foi promovido pelo Núcleo de Atendimento Espaço Thays Machado, voltado ao acolhimento de mulheres que atuam no Poder Judiciário de Mato Grosso.

Durante palestra, a juíza da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, Tatyana Lopes de Araújo Borges reforçou que o enfrentamento começa pelo conhecimento. Com o tema “Proteção começa com informação”, ela explicou os diferentes tipos de violência — física, psicológica, moral, sexual e patrimonial — e destacou a importância de identificar os sinais o quanto antes.

“A mulher muitas vezes demora para perceber que está dentro de um ciclo de violência. E quando percebe, sente vergonha ou dificuldade de falar. Por isso, é essencial saber que existem canais de apoio e espaços de acolhimento”, afirmou a magistrada.

Segundo a juíza, além de reconhecer a situação, é preciso orientar sobre o que fazer depois da decisão de romper. “Depois que eu digo não, depois que eu rompo com esse ciclo, o que eu faço? Esse é um momento em que a mulher precisa de apoio psicológico, orientação jurídica e segurança”, destacou.

Despois do basta

Esse foi justamente o foco da psicóloga do Núcleo, Luciana Edeliz, que conduziu a palestra com o tema “Eu disse basta, e agora o que eu faço?” A abordagem trouxe caminhos práticos para o pós-rompimento, etapa considerada uma das mais delicadas para as vítimas.

O Núcleo Espaço Thays Machado oferece atendimento psicológico, acompanhamento jurídico e suporte psiquiátrico, além de medidas institucionais de proteção. O serviço é destinado a magistradas, servidoras, terceirizadas, estagiárias e colaboradoras do Judiciário.

Para a juíza Valdeci Morais Siqueira, dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, a iniciativa amplia o acesso à informação e fortalece a rede de apoio dentro da instituição. “Muitas mulheres estão em situação de violência e nem percebem. Agora elas sabem que têm onde procurar ajuda”, afirmou.

A importância do acesso à informação também foi destacada pelas participantes. A auxiliar de serviços gerais Érica Alves de Lima ressaltou que conhecer os canais de apoio faz diferença na forma como a mulher reage à violência. “A gente passa a saber onde buscar socorro e como se proteger”, disse.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Receita apreende brinquedos falsificados da Lego no Porto do Rio

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A Receita Federal apreendeu nesta quarta-feira (4), durante fiscalização no Porto do Rio de Janeiro, uma carga de brinquedos com indícios de violação de direitos de propriedade intelectual relacionados à marca Lego.

A marca é uma linha de brinquedos de construção baseada em pequenos blocos de plástico que se encaixam por meio de um sistema de pinos e tubos, permitindo infinitas combinações e montagens

O caso foi identificado durante a fiscalização física de um contêiner proveniente da China. Os servidores da Receita localizaram 1.680 caixas contendo blocos de montar com características incompatíveis com os produtos originais da marca.

Foram identificados dois modelos de brinquedos, compostos por conjuntos de 166 e 614 peças. Após análise preliminar, um representante da Lego confirmou a falsificação dos produtos, estando em elaboração o respectivo laudo técnico.

A carga está avaliada em aproximadamente R$ 228 mil.

Em nota, a a Receita Federal informou que a apreensão reforça a atuação do órgão proteção da propriedade intelectual, no combate à concorrência desleal e na prevenção da entrada de produtos irregulares no mercado brasileiro, contribuindo para a proteção dos consumidores e das empresas que atuam em conformidade com a legislação.



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