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Mato Grosso

Mais de 30 mulheres e meninas cientistas recebem premiação da Seciteci

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Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci-MT), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), reforça políticas de incentivo à participação feminina na ciência, estimulando a permanência das mulheres na carreira científica. Como resultado dessas ações, 34 pesquisadoras foram premiadas durante a 21ª e 22ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (SNCT), em reconhecimento a trajetórias, pesquisas e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento científico e tecnológico do estado.

Nesses dois anos, as pesquisadoras se destacaram em áreas estratégicas como meio ambiente, saúde, educação, biodiversidade, inovação tecnológica e sustentabilidade, demonstrando o impacto direto da ciência produzida por mulheres no desenvolvimento do estado.

Com o objetivo de valorizar a presença feminina na ciência, o dia 11 de fevereiro assinala o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Ao refletir sobre a data, a diretora da Rede de Inovação Mato Grosso – Inova MT, Lecticia Figueiredo, ressalta que, embora as mulheres conquistem cada vez mais espaços de destaque no setor científico, ainda é fundamental ampliar incentivos e garantir oportunidades

“Ser mulher na ciência hoje é ocupar espaços e romper barreiras. Estamos cada vez mais presentes no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação e precisamos apoiar e incentivar que mais mulheres e meninas se interessem por pesquisas e projetos científicos. Por meio da Seciteci, realizamos um trabalho de incentivo e reconhecimento, já conseguimos encontrar resultados e ainda temos muito o que realizar”, enfatizou a diretora.


Comparando os dados da 21ª edição da SNCT em relação à 22ª, houve um crescimento de mais de 100% do reconhecimento das pesquisas realizadas por pesquisadoras. Uma vez que na edição mais antiga foram premiadas 10 mulheres, já na última edição 24 cientistas conquistaram prêmios.

Na edição de 2025, também houve a estreia da categoria “Pesquisadora Destaque”, a qual premiou as professoras doutoras Edna Maria Bonfim da Silva (1º lugar); Carolina Joana da Silva Instituição (2º Lugar); e Nadja Gomes Machado Instituição (3º Lugar). Além disso, foi inaugurada na edição a roda de conversa “Mulheres na Ciência”.

Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, o aumento da presença e reconhecimento de mulheres na ciência reforça a importância de políticas públicas voltadas à inclusão e valorização feminina.

“Os dados mostram que as mulheres também estão na linha de frente da ciência em Mato Grosso. Possuímos no nosso quadro pesquisadoras que se dedicam de forma exemplar para produzir inovação, tecnologia e conhecimento. Parabenizo todas elas pelas contribuições para a ciência do nosso estado e país”, finalizou o secretário.

A Seciteci coordena diversos projetos voltados para a autonomia feminina, a exemplo do Programa Mulheres Mil, em parceria com o Governo Federal, com o objetivo de oferecer cursos alinhados às vocações de cada território, valorizando saberes femininos e respeitando as trajetórias de vida das participantes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

ALMT aprova projeto de autoria de Cattani que tira entraves e agiliza recursos para APAEs em MT

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 A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) aprovou em segunda votação, durante sessão plenária, nesta quarta-feira (04), o Projeto de Lei nº 546/2026 , do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que facilita o envio de emendas parlamentares às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras organizações da sociedade civil que atendem pessoas com deficiência. A proposta segue agora para sanção do Governo do Estado.

 A proposta altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 e prevê que emendas individuais e de bancada possam ser destinadas diretamente às entidades sem fins lucrativos que atuam nas áreas de assistência social, educação especial, saúde, habilitação, reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência. A transferência será feita, preferencialmente, por termo de fomento ou instrumento congênere, com dispensa de chamamento público quando os recursos vierem de emenda parlamentar, conforme a legislação federal.

 Na justificativa, Cattani destaca o papel das entidades e o objetivo da proposta. “O projeto busca dar maior efetividade às emendas parlamentares, assegurando que os recursos públicos possam chegar com mais rapidez, segurança e menor burocracia às Apaes, sem abrir mão da responsabilidade fiscal, da transparência e da prestação de contas”, afirma.

 Para reduzir a burocracia, o texto determina que o Poder Executivo adote um rito administrativo simplificado e prioritário, com exigência apenas dos documentos indispensáveis para verificar a regularidade jurídica, fiscal, técnica e operacional da entidade. Fica proibida a criação de exigências que não estejam previstas em lei, regulamento ou norma geral aplicável às organizações da sociedade civil.

 A simplificação não elimina o controle público. Continuam obrigatórios o plano de trabalho, a comprovação da finalidade pública, a fiscalização pelo órgão concedente, a prestação de contas e a observância das regras orçamentárias e de responsabilidade fiscal.

 O projeto também estabelece que pendências meramente formais ou sanáveis não impedirão, por si só, a tramitação da emenda. Nesses casos, o órgão responsável deverá dar prazo razoável para a correção, mediante notificação expressa à entidade. Esse mesmo órgão deverá prestar orientação técnica sobre o plano de trabalho, a documentação necessária, a execução do objeto e a prestação de contas, e não poderá recusar a execução da emenda com base em exigência meramente administrativa ou burocrática sem amparo legal.

 Os recursos poderão ser usados para custeio, manutenção, aquisição de equipamentos, veículos adaptados, obras, reformas, ampliação de estrutura física, contratação de serviços e programas de atendimento, conforme a natureza da emenda e o plano de trabalho aprovado.

 O deputado ressalta que as Apaes exercem papel histórico e indispensável na assistência, na educação e na inclusão de pessoas com deficiência e, em inúmeros municípios, suprem lacunas da atuação estatal. A mudança tende a beneficiar milhares de famílias mato-grossenses que dependem dessas entidades para ter atendimento especializado, terapias e apoio no dia a dia. Com os recursos chegando mais rápido, as Apaes conseguem manter e ampliar esses serviços em todo o estado. 



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