Mato Grosso
Inscrições abertas para cadastro de advogados dativos em Alto Taquari
Mato Grosso
A Comarca de Alto Taquari abriu inscrições para o cadastramento de advogados interessados em atuar como defensores dativos em processos cíveis e criminais ao longo de 2026. A iniciativa garante atendimento jurídico a pessoas que não têm condições financeiras de contratar um profissional, especialmente nos casos em que não houver atuação da Defensoria Pública.
O edital foi publicado pelo juiz de Direito e diretor do foro da comarca, Luís Otávio Tonello dos Santos. A medida busca assegurar o acesso à Justiça, permitindo que cidadãos em situação de vulnerabilidade tenham orientação e representação jurídica em ações judiciais.
Os advogados cadastrados poderão atuar no acompanhamento de processos, participação em audiências cíveis e criminais, incluindo audiências de custódia, além de julgamentos no Tribunal do Júri e demandas relacionadas à execução penal. Também poderão propor ações judiciais em favor das partes assistidas.
Os interessados poderão se inscrever em até cinco listas diferentes, conforme a área de atuação desejada. No momento da inscrição, o profissional deverá assumir o compromisso de comparecer às audiências e realizar atendimento às pessoas que representar. No caso de atuação em execução penal, será necessário prestar assistência jurídica a reeducandos da unidade prisional vinculada à comarca, quando houver necessidade.
O período de inscrições será de 16 a 31 de março de 2026. O cadastro deve ser feito por e-mail, com envio do formulário previsto no edital, devidamente preenchido, acompanhado de cópia da carteira da Ordem dos Advogados do Brasil. Após o encerramento do prazo, será formada uma lista em ordem alfabética e as nomeações ocorrerão por sistema de rodízio, conforme a demanda dos processos.
Os honorários dos advogados dativos serão fixados com base na tabela da Ordem dos Advogados do Brasil, considerando a complexidade de cada causa e o trabalho realizado, sendo o pagamento feito pelo Estado, conforme a legislação vigente.
O edital completo está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última sexta-feira (13), nas páginas 22 e 49.
Autor: Adellisses Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Mato Grosso
Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação
Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.
Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Paralisação
No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.
Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
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