Economia
veja o que considerar antes de investir
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A dúvida entre investir em imóvel ou manter o dinheiro aplicado ganhou força em um cenário de juros ainda elevados, maior acesso a produtos financeiros e busca por alternativas de construção patrimonial. Em junho de 2026, o Comitê de Política Monetária, do Banco Central do Brasil, reduziu a Taxa Selic para 14,25% ao ano, mantendo o tema dos investimentos em evidência entre consumidores e investidores.
Ao mesmo tempo, dados do Índice FipeZAP apontam alta de 5,59% nos preços de venda residencial em 12 meses até maio de 2026. Já a B3, bolsa do Brasil, registrou 205.949 novos investidores em produtos de renda variável em 2025. Os números ajudam a contextualizar uma mudança de comportamento: parte dos brasileiros passou a comparar alternativas de investimento com mais atenção a prazo, risco, liquidez e finalidade.
A comparação entre aplicação financeira e investimento imobiliário, no entanto, não deve ser feita apenas pela rentabilidade. Segundo especialistas, cada alternativa pode cumprir uma função diferente dentro de uma estratégia patrimonial. Produtos financeiros podem oferecer maior liquidez e facilidade de movimentação, enquanto o imóvel tende a ser analisado em horizonte mais longo, podendo combinar uso, renda com locação, preservação de valor e valorização.
Para Tiago Boeira, especialista e consultor do mercado financeiro, o investidor precisa avaliar os pontos fortes de cada alternativa antes de tomar uma decisão.
“A comparação entre mercado financeiro e mercado imobiliário precisa considerar os pontos fortes de cada alternativa. Mais do que olhar apenas para a rentabilidade, o investidor deve avaliar segurança, liquidez, horizonte de tempo e o papel de cada ativo na construção patrimonial”, afirma Boeira.
A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) apontou que o mercado imobiliário brasileiro apresentou desempenho sólido em 2025, mesmo diante de juros elevados e desafios macroeconômicos. De acordo com a entidade, o setor mostrou resiliência em razão de fatores como crescimento do emprego, expansão da renda real e demanda habitacional.
No caso dos imóveis, a análise envolve variáveis que vão além da comparação direta com a renda fixa ou outros produtos financeiros. Localização, qualidade construtiva, demanda da região, funcionalidade do projeto, reputação da construtora, infraestrutura urbana e possibilidade de liquidez futura influenciam o comportamento do ativo ao longo do tempo.
Na avaliação de George Khoury Jr., sócio-fundador e diretor da Ciplart, a decisão de compra imobiliária reúne aspectos emocionais e patrimoniais.
“Comprar um imóvel envolve uma decisão emocional, mas também patrimonial. Por isso, o comprador precisa olhar além do valor de entrada e da parcela. Localização, qualidade construtiva, funcionalidade do projeto, reputação da construtora e potencial de valorização influenciam diretamente a segurança da decisão”, afirma Khoury Jr.
Especialistas observam que a escolha entre deixar o dinheiro aplicado ou investir em imóvel depende do perfil e do objetivo de cada pessoa. Quem precisa de acesso rápido aos recursos pode priorizar liquidez. Já quem busca formação patrimonial, possibilidade de renda recorrente ou aquisição de um bem de uso pode avaliar o imóvel como parte de uma estratégia de longo prazo.
Outro ponto considerado é que imóvel e aplicação financeira não precisam ser tratados como alternativas opostas. Em muitos planejamentos, os dois caminhos podem ser complementares. Aplicações financeiras podem atender reserva, proteção de curto prazo e flexibilidade, enquanto o imóvel pode ocupar espaço na construção de patrimônio, diversificação e renda futura.
A educação financeira também tem influenciado a forma como consumidores analisam a compra imobiliária. Critérios antes mais comuns no mercado financeiro, como risco, prazo, retorno esperado e objetivo do capital, passaram a fazer parte da avaliação de quem compra um imóvel para morar, investir ou proteger patrimônio.
Para o setor imobiliário, esse movimento tende a tornar o comprador mais criterioso. A decisão deixa de ser guiada apenas por preço, entrada e parcela, passando a considerar o conjunto de fatores que pode sustentar a qualidade do investimento no longo prazo.
Sobre a Ciplart
A Ciplart é uma construtora de Maringá (PR) que atua no mercado imobiliário com empreendimentos residenciais desenvolvidos a partir de critérios como localização, qualidade construtiva, planejamento e funcionalidade dos projetos. Segundo a empresa, sua atuação busca contribuir para decisões imobiliárias mais seguras e alinhadas à construção de valor no longo prazo.
Para conhecer os empreendimentos da Ciplart, basta acessar www.ciplart.com.br.
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Alimentos e fármacos mostram oportunidades de negócios
A perspectiva de investimentos das indústrias alimentícia e farmacêutica, as oportunidades para fornecedores de máquinas e equipamentos e o avanço da transformação digital estarão entre os temas do 3º Seminário Oportunidades nos Setores Alimentício e Farmacêutico, promovido pela Câmara Setorial de Máquinas para a Indústria Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial (CSMIAFRI) da ABIMAQ. O evento será realizado em 18 de novembro (quarta-feira), na sede da entidade, em São Paulo (SP), e reunirá representantes de empresas e especialistas dos dois segmentos.
A aplicação de inteligência artificial à manufatura será destaque com a apresentação da jornada de transformação digital da Cargill Foods, em uma palestra a ser ministrada por Leonardo Andrade, líder de South America Smart Manufacturing do grupo, na qual apresentará as iniciativas voltadas à inovação, à eficiência operacional, ao crescimento e às pessoas. O Pastifício Selmi, conhecido por suas marcas Renata e Galo, também participará do painel alimentício com uma apresentação de seu diretor industrial, Sr. Adilson Spolidoro, com o tema “Compro Resultados”.
No painel farmacêutico, Rafael Valle, coordenador de compras da EMS, apresentará as perspectivas de investimentos em bens de capital (CAPEX) para 2027 e as oportunidades de fornecimento para suas unidades de Manaus e Jaguariúna. Já Franssueli Soletti, diretora de Supply Chain da fábrica da Boehringer Ingelheim em Paulínia, abordará a atuação da unidade nos mercados de saúde animal e humana.
A programação incluirá também uma análise das tendências, dos desafios e das perspectivas de acesso ao mercado farmacêutico brasileiro, apresentada por Marcela Amaral Pontes, diretora de Mercado, Acesso e Preços do Sindusfarma.
A abertura institucional será conduzida por José Velloso, presidente-executivo da ABIMAQ, e Armando Aquino, presidente da CSMIAFRI. Ao reunir empresas dos setores alimentício e farmacêutico, o seminário busca ampliar a aproximação entre os fabricantes de máquinas e equipamentos e as indústrias consumidoras, favorecendo o conhecimento das demandas tecnológicas e a identificação de oportunidades comerciais.
Serviço
3º Seminário Oportunidades nos Setores Alimentício e Farmacêutico
Data: 18 de novembro (quarta-feira)
Horário: das 13h30 às 17h20
Local: sede da ABIMAQ, em São Paulo (SP)
Endereço: ABIMAQ – Av. Jabaquara, 2925 – Bairro Mirandópolis
Informações e inscrições: https://conteudo.abimaq.org.br/csmiafri-2026
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