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Steel Framing avança no Brasil como alternativa à alvenaria

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A busca por maior produtividade, sustentabilidade e previsibilidade na construção civil tem impulsionado o crescimento do steel framing no Brasil. Baseado em perfis estruturais de aço galvanizado, o sistema construtivo industrializado vem se consolidando como uma alternativa à alvenaria convencional em projetos residenciais, comerciais e industriais, oferecendo ganhos em prazo de execução, desempenho térmico e rastreabilidade dos materiais utilizados.

O steel framing utiliza uma estrutura formada por perfis de aço galvanizado de baixa espessura, combinados com componentes de isolamento, fechamento e revestimento. O sistema pode ser aplicado em diferentes tipologias de edificações, desde residências unifamiliares até galpões comerciais, operando sobre fundações tradicionais e gerando cargas estruturais menores em comparação aos métodos de construção úmida.

No Brasil, o sistema pode ser utilizado de forma integral ou incorporado parcialmente a projetos originalmente concebidos para construção convencional, possibilitando soluções híbridas e ampliando sua aplicabilidade. Internacionalmente, o steel framing possui histórico consolidado em mercados como os Estados Unidos e em regiões sujeitas a atividades sísmicas, onde seu comportamento estrutural sob solicitações dinâmicas é amplamente documentado.

“O steel framing já tem histórico consolidado nos Estados Unidos, onde a construção industrializada é norma. No Brasil, vemos uma mudança gradual na postura dos profissionais de projeto, que passam a considerar o sistema não apenas para obras experimentais, mas também para empreendimentos de médio e grande porte. A necessidade de aumentar a produtividade e reduzir desperdícios está acelerando essa transição no setor”, afirma André Rossi, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios da Barbieri do Brasil.

Entre os diferenciais técnicos está a flexibilidade construtiva. As instalações hidráulicas, elétricas e de gás são distribuídas dentro da própria estrutura por meio de perfurações previstas nos perfis, simplificando a execução, reduzindo o tempo de instalação e facilitando futuras manutenções ou adaptações.

Outro aspecto relevante é o desempenho energético das edificações. O sistema adota isolamento multicamadas, composto por barreiras contra água e vento, isolamento térmico, barreira de vapor, condicionamento acústico e selantes. Essa combinação contribui para reduzir infiltrações e perdas de calor, aumentando a eficiência energética ao longo do ciclo de vida da construção.

No campo da sustentabilidade, o steel framing também se destaca pelo uso de aço reciclável e pela industrialização do processo construtivo, que reduz significativamente o desperdício de materiais no canteiro de obras em comparação aos sistemas convencionais. Essas características tornam o modelo alinhado às diretrizes de construções mais sustentáveis e à crescente demanda do setor por soluções de menor impacto ambiental.

Por se tratar de um sistema industrializado, o steel framing exige elevado nível de planejamento e detalhamento de engenharia. Os projetos são desenvolvidos com medidas precisas, permitindo melhor controle de materiais, mão de obra e cronograma de execução. A redução dos prazos de obra figura entre os principais fatores de diferenciação em relação à alvenaria tradicional.

Fabricante de perfis de aço galvanizado para drywall e estruturas para sistemas de Light Steel Framing, a Barbieri do Brasil acompanha o avanço da industrialização da construção civil no país e aposta na expansão do steel framing como uma das principais tendências para atender à crescente demanda por obras mais rápidas, eficientes e sustentáveis.



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Publicadas regras que restringem publicidade de bets no país

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Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República . As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets .

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias . Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.



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