Economia
Estado de São Paulo tem praia para todos os gostos
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O verão está chegando, e este é um bom momento para planejar a temporada. O Estado de São Paulo tem 622 quilômetros de litoral e 293 praias, segundo dados divulgados pelo governo paulista. Quem pensa que praia em São Paulo é só mar se surpreende: o interior também tem praias de rios e represas, que reforçam o turismo de sol e água em dezenas de cidades.
Litoral Norte: Mata Atlântica e mar azul
No Litoral Norte, as estâncias balneárias de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Bertioga combinam praias de águas claras com a Serra do Mar coberta de Mata Atlântica. Ubatuba reúne 102 praias e cerca de 20 ilhas, tem mais de 80% do território dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, é a Capital do Surfe paulista e abriga a única base do Projeto Tamar no Estado. Ilhabela, a maior ilha marítima brasileira, tem 42 praias e cerca de 85% do território protegido pelo parque estadual criado em 1977. Caraguatatuba abriga a maior área de cultivo de mexilhões do litoral paulista, e São Sebastião integra, com Ilhabela e Ubatuba, o circuito de ecoturismo marinho, com mergulho e observação de baleias e golfinhos. Bertioga reúne cerca de 36 km de praias. Também se destaca a gastronomia caiçara, com os frutos do mar como protagonistas.
Baixada Santista: praia perto da capital
Para quem quer sol e mar sem viajar muito, a Baixada Santista é a escolha natural. Guarujá, Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe estão a pouco mais de uma hora da capital e oferecem estrutura completa de hospedagem, restaurantes, calçadões e atrações culturais. Santos tem o maior jardim de orla do mundo, com ciclovia ao longo da praia. Praia Grande conta com orla urbanizada, ideal para caminhadas e ciclismo. No Guarujá, a Ilha de Santo Amaro concentra pelo menos 20 praias. Peruíbe, com cerca de 39 km de praia, é o município de maior extensão de areia da região. São Vicente, fundada em 1532, é considerada a cidade mais antiga do Brasil, o que soma história ao roteiro de praia.
Litoral Sul: natureza preservada e sossego
Mais ao sul, o ritmo muda. Iguape, Ilha Comprida e Cananéia formam uma região de estuários, manguezais e extensas faixas de areia, ideal para quem prefere tranquilidade e contato com a cultura local. A Ilha Comprida tem praias movimentadas, com quiosques, e trechos desertos, com dunas e piscinas naturais. Cananéia, que completa 500 anos em 2031, dá acesso ao Parque Estadual da Ilha do Cardoso, que limita o número de visitantes.
As 15 estâncias balneárias
Todas as cidades citadas acima têm o título de estância balneária, concedido a municípios que cumprem critérios legais de infraestrutura e atrativos turísticos. Elas integram o grupo de 78 estâncias representadas pela APRECESP – Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo, que atua sob a marca Turismo Paulista. As estâncias se dividem em balneárias, climáticas, hidrominerais e turísticas, e as 15 balneárias são: Bertioga, Cananéia, Caraguatatuba, Guarujá, Iguape, Ilha Comprida, Ilhabela, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos, São Sebastião, São Vicente e Ubatuba.
O “mar doce” do interior
O turismo de sol e praia também chega ao interior paulista, nas margens de rios e represas. Em várias estâncias, a água doce virou atrativo para banho, pesca, esportes náuticos e gastronomia à base de peixes.
Avaré, estância turística, é banhada pela Represa de Jurumirim, formada pelo Rio Paranapanema. Com cerca de 449 km² de extensão, o reservatório é considerado a maior represa do Estado e tem forte vocação para o turismo náutico e para as praias de água doce. Pereira Barreto, estância turística do noroeste paulista, completa o circuito de destinos paulistas ligados a rios e represas.
Buritama, a cerca de 537 km da capital, é banhada pelos rios Tietê, Palmeirinha e Santa Bárbara e se consolidou como destino de lazer e entretenimento à beira d’água. Presidente Epitácio, estância turística no extremo oeste do Estado, tem uma praia fluvial de quase 7 quilômetros às margens do Rio Paraná. O município é também um importante polo de pesca, com destaque para o tucunaré.
Represas também são destino
Nem todo destino de água doce é uma praia de rio. Em algumas estâncias, as represas formam um turismo próprio, voltado à contemplação, ao lazer e ao esporte.
Bragança Paulista, a pouco mais de 80 quilômetros da capital, abriga a Represa Jaguari-Jacareí, uma das maiores do Sistema Cantareira. Procurada para a pesca, para esportes náuticos e para hospedagens de campo, a represa dá nome ao Circuito Turístico da Represa do Jaguari/Jacareí, que inclui também Joanópolis, Piracaia e Vargem. Por fazer parte do sistema que abastece a Grande São Paulo, o uso da represa segue regras próprias. Na área urbana, o Lago do Taboão é o principal cartão-postal da cidade.
Paraibuna, no Vale do Paraíba, é banhada pela represa formada pelos rios Paraibuna e Paraitinga, com 204 ilhas e águas límpidas. O reservatório é ponto de partida para passeios de barco, lancha e escuna e para esportes náuticos, e o município combina a represa com o turismo rural e o cicloturismo.
Caconde, na divisa com Minas Gerais, tem um lago artificial de cerca de 31 km², formado pela Usina de Caconde. O local é indicado para esportes náuticos, pesca de lazer e passeios de lancha, e reforça a vocação da cidade para o turismo de natureza.
Mar, rio e represa: três formas de curtir o sol
Sejam as ondas do Atlântico, as águas calmas de um rio ou o espelho d’água de uma represa, o turismo de sol e praia em São Paulo é diverso. Esses destinos movimentam a economia local, geram empregos e valorizam as estâncias paulistas. Antes de viajar, vale consultar as condições de balneabilidade das praias do litoral, monitoradas pela Cetesb, e as orientações das prefeituras.
O verão começa oficialmente em dezembro, mas quem se programa com antecedência costuma encontrar melhores preços e mais opções de hospedagem. Seja para um fim de semana ou para as férias, o Estado tem sol e água para todos os gostos.
Sobre a APRECESP
Todas as cidades citadas nesta reportagem integram a APRECESP, a Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo. Fundada em 1985, a entidade privada e sem fins lucrativos reúne as prefeituras das 78 estâncias paulistas.
Economia
Moura se prepara para fornecer BESS para vencedoras do LRCAP
A Moura prevê investir cerca de R$ 200 milhões para atuar como fornecedora no primeiro Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP), voltado a sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos pela sigla em inglês BESS (Battery Energy Storage Systems). Em parceria com a chinesa CATL, líder global em tecnologias de armazenamento, a companhia disponibilizará os sistemas para as empresas que disputarão a rodada nacional de Armazenamento, marcada para 2 de dezembro e destinada a projetos com conteúdo local.
O histórico da Moura em credenciamento de equipamentos antecede o novo leilão. Seu BESS destinado ao mercado comercial e industrial já possui credenciamento no FINAME desde 2024. O FINAME, instrumento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamento de máquinas e equipamentos, exige comprovações relativas à fabricação nacional.
O governo federal estabeleceu requisitos específicos para a rodada nacional de Armazenamento. Os contratos terão prazo de 15 anos, com início do suprimento previsto para agosto de 2028. O modelo inclui exigências de conteúdo local e de desenvolvimento nacional de componentes estratégicos. A Moura já consta na relação do BNDES como fabricante de sistemas de armazenamento para o certame.
Para a Moura, conteúdo local deve representar atividade industrial efetiva, e não apenas a importação de sistemas prontos. Engenharia, integração, montagem, testes e serviços realizados no Brasil contribuem para desenvolver fornecedores, gerar oportunidades de trabalho e criar capacidade técnica próxima dos projetos. Em contratos de 15 anos, essa presença também pode reduzir a exposição a riscos logísticos e facilitar manutenção e suporte. Para os investidores que disputarão o leilão, produtos elegíveis ao FINAME podem ampliar as alternativas de crédito, sujeitas às condições de cada operação.
A parceria com a CATL une a tecnologia e a escala internacional da empresa chinesa à experiência industrial e de engenharia da Moura. A CATL aporta sua tecnologia de armazenamento de energia, enquanto a Moura é responsável pela industrialização e integração local dos sistemas. A parceria foi estruturada para atender às exigências de conteúdo local previstas para o leilão.
A capacidade de fornecimento anunciada pela Moura para atender às empresas participantes do leilão, acima de 8 GWh, está associada à estratégia de expansão de uma base produtiva e técnica já existente. A companhia produz o Moura BESS em Belo Jardim (PE), enquanto a unidade de Itapetininga (SP) concentra suporte técnico e pós-venda de soluções em lítio. Com quase 70 anos dedicados às tecnologias de acumulação de energia, a Moura iniciou o desenvolvimento de BESS em meados da década de 2010 e apresentou o Moura BESS em 2019.
Hoje, reúne experiência em mais de 40 projetos instalados no Brasil, com aplicações em indústria, agronegócio, saúde, saneamento e entretenimento, além do setor de geração, transmissão e distribuição de energia. O investimento de cerca de R$ 200 milhões inclui expansão recente e um novo ciclo de ampliação e modernização fabril, para que o complexo produtivo da Moura em Belo Jardim (PE) esteja pronto para atender projetos de grande porte.
A Moura considera relevante para o desenvolvimento do setor o anúncio feito pelo Ministério de Minas e Energia no fim de setembro sobre a realização de leilões adicionais nos próximos anos. O cronograma divulgado para o período de 2027 a 2029 prevê três certames abertos a soluções de armazenamento em baterias. A companhia afirma que a previsibilidade na demanda é fundamental para a realização de investimentos ainda maiores e para atender às agendas de conteúdo local. Um calendário recorrente de contratação permite à indústria planejar a ampliação da capacidade fabril, a nacionalização progressiva de componentes e a formação de profissionais especializados.
A combinação de experiência industrial, tecnologia e presença local também é estratégica para a segurança dos investimentos. Projetos de armazenamento precisam funcionar com confiabilidade durante muitos anos, exigindo manutenção, acompanhamento técnico e capacidade de resposta ao longo de toda a operação. Em contratos de longo prazo, como os previstos para o novo mercado de reserva de capacidade, a escolha dos parceiros precisa considerar não apenas o custo inicial dos equipamentos, mas também a solidez tecnológica, a continuidade dos serviços e os riscos associados à operação. São exigências que tornam a experiência acumulada e a estrutura de atendimento da Moura no país relevantes para as empresas que disputarão o leilão.
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