Economia
Especialista cita autoridade digital como o fator de decisão
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A decisão de contratar um médico ou um advogado raramente começa com uma ligação ou uma indicação direta. Antes do primeiro contato, há uma etapa silenciosa de pesquisa que ocorre nos buscadores, nas redes sociais e, cada vez mais, nas respostas geradas por inteligências artificiais. Profissionais que não aparecem nesse momento simplesmente não existem para uma parcela crescente do público.
Esse comportamento está sendo documentado por diferentes levantamentos. O Perfil do Paciente Digital 2026, divulgado pela Doctoralia, maior plataforma de agendamentos médicos do mundo, revelou que mais de 3 milhões de novos usuários passaram a utilizar o serviço no Brasil apenas em 2025, com 84% dos agendamentos realizados pelo celular. “O dado reforça que a jornada de escolha do paciente acontece, em sua maior parte, no ambiente digital”.
Na área jurídica, o cenário aponta na mesma direção. O Jusbrasil, plataforma jurídica mais acessada do mundo, registra dezenas de milhões de acessos mensais de pessoas que buscam informação sobre direitos e processos antes de qualquer contato com um advogado, o que evidencia que a jornada do cliente jurídico começa, cada vez mais, no ambiente digital.
O DataReportal indica que o Brasil encerrou 2025 com 185 milhões de usuários de internet, representando 86,9% da população. O país ocupa a quinta posição mundial em número de usuários conectados e registra uma das maiores médias de consumo de internet por semana: 53 horas e 30 minutos por habitante com 16 anos ou mais, segundo o relatório Digital 2026. Esse volume de tempo online transforma a busca por profissionais de saúde e do direito em uma atividade cotidiana e competitiva.
Para Helton Sforzin, mercadólogo, jornalista, escritor e empresário com mais de duas décadas de experiência em posicionamento digital, “o problema central não está na ausência de perfis nas redes sociais, mas na falta de consistência dos sinais públicos que um profissional emite na internet”. “Quando um potencial paciente ou cliente pesquisa um médico ou advogado, ele não está apenas buscando um nome. Ele está avaliando credibilidade, coerência e relevância antes de tomar uma decisão que envolve saúde, patrimônio ou direitos”, afirma Sforzin.
A pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha para a Associação Médica Brasileira (AMB) em março de 2025 mostrou que 64% dos entrevistados procurariam informações sobre a qualificação do médico especialista antes de marcar uma consulta. Entre esse grupo, 31% fariam essa busca para todas as consultas e 33% para algumas especialidades. O mesmo estudo revelou que 87% da população considera fundamental a comprovação de atualização profissional dos médicos, maior índice entre todas as profissões avaliadas, acima de advogados (71%) e engenheiros (74%).
“O paciente e o cliente jurídico contemporâneos chegam ao primeiro contato com impressões formadas a partir do que encontraram online. Uma presença digital fragmentada, desatualizada ou ausente funciona como sinal negativo antes mesmo de qualquer interação direta”, avalia Helton.
“A construção de autoridade digital para profissionais da saúde e do direito envolve diferentes camadas. A primeira é a visibilidade: ser encontrado quando alguém busca por uma especialidade, uma dúvida ou um tema jurídico. A segunda é a credibilidade: oferecer sinais públicos verificáveis que sustentem a confiança antes da conversa. A terceira é a presença nos sistemas de inteligência artificial generativa, que passaram a citar fontes e mencionar profissionais em respostas diretas às perguntas dos usuários”, explica Sforzin.
Essa dimensão é conhecida como GEO (Generative Engine Optimization). Enquanto o SEO tradicional posiciona páginas nos resultados de buscadores como o Google, o GEO trabalha para que o conteúdo de um profissional seja reconhecido e citado por modelos de linguagem como ChatGPT, Gemini e Perplexity. Para especialidades médicas e jurídicas, essa visibilidade tende a ser um diferencial competitivo relevante nos próximos anos.
Sforzin aponta que “a autoridade digital não se constrói com volume de publicações, mas com consistência e relevância. Profissionais que publicam conteúdo técnico de forma irregular, sem estratégia de palavras-chave e sem estrutura adequada para os buscadores, perdem espaço para concorrentes que investem de forma planejada. Ele também destaca que “A questão não é publicar mais. É publicar com intenção e com os sinais corretos para que os algoritmos e as inteligências artificiais entendam quem é esse profissional e por que ele merece ser indicado”.
No campo jurídico, a regulação da publicidade pela OAB impõe restrições à captação direta de clientes, o que torna a construção de autoridade por meio de conteúdo informativo a principal alternativa disponível. Artigos técnicos, menções em portais de notícias e consistência nas redes profissionais compõem o conjunto de sinais que diferenciam um advogado ou escritório no ambiente digital. O LinkedIn registrou 90 milhões de usuários no Brasil em 2025, segundo o DataReportal, consolidando-se como principal rede para audiências profissionais e de alto valor.
Para Sforzin, “o desafio mais comum entre médicos e advogados é a desconexão entre a reputação real e a reputação digital. Profissionais reconhecidos em seus mercados, com décadas de experiência e carteiras consolidadas de clientes, muitas vezes apresentam uma presença online que não reflete esse histórico. Esse descompasso abre espaço para profissionais mais jovens, mas melhor posicionados digitalmente, capturarem oportunidades que deveriam naturalmente chegar aos mais experientes”.
Para mais informações, basta acessar o site oficial e as redes sociais: Instagram | LinkedIn.
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Probióticos em vez de antibióticos na produção animal
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as bactérias resistentes a antibióticos representam um dos maiores riscos globais à saúde humana. Ao ampliar o conhecimento sobre bactérias formadoras de esporos e desenvolver pesquisas nessa área, a Evonik busca contribuir para a redução do uso de antibióticos na produção animal e para o combate à disseminação da resistência aos antimicrobianos.
Em 2021, mais de um milhão de pessoas morreram como resultado direto de patógenos resistentes a antibióticos. Especialistas estimam que esse número poderá chegar a aproximadamente dois milhões de mortes por ano até 2050. Parte do surgimento da resistência aos antibióticos é atribuída ao consumo elevado desses medicamentos.
“73% de todos os antibióticos utilizados no mundo são administrados na produção pecuária — para fins terapêuticos, profiláticos e como promotores de crescimento. Portanto, esse é o ponto de intervenção mais eficaz para conter o avanço da resistência”, explica Stefan Pelzer, responsável por Pesquisa em Microbioma da Evonik.
Na produção animal, diferentes estratégias vêm sendo utilizadas para reduzir a dependência de antibióticos. Entre elas estão aditivos para ração, como ácido butírico, compostos de origem vegetal e probióticos. Em 2025, as vendas globais de probióticos para o setor de alimentação animal alcançaram cerca de US$ 4 bilhões, com crescimento anual aproximado de 7%.
Nesse contexto, a Evonik desenvolve pesquisas com o Ecobiol®, probiótico baseado na bactéria Bacillus amyloliquefaciens CECT 5940. Os estudos são conduzidos no Biotech Hub da empresa, em Halle (Vestfália), com foco na compreensão de sistemas biológicos e no aprimoramento de produtos obtidos por biotecnologia.
O Ecobiol® atua no fortalecimento do microbioma intestinal e do sistema imunológico dos animais, além de auxiliar no controle da disseminação de patógenos como Escherichia coli, Salmonella e Clostridium. Um dos principais desafios para a produção animal é o Clostridium perfringens, bactéria associada à enterite necrótica subclínica em aves. A doença compromete a integridade intestinal, afeta o crescimento dos animais e pode provocar mortalidade precoce, gerando perdas econômicas globais estimadas entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões por ano.
Os probióticos utilizados como aditivos para ração podem contribuir para a prevenção dessa doença quando apresentam atividade no intestino delgado. “No caso de bactérias formadoras de esporos, como Bacillus amyloliquefaciens CECT 5940, que constitui a base do Ecobiol®, o fator decisivo é a rapidez e o local do sistema digestivo em que elas se transformam em células vegetativas ativas”, afirma Pelzer.
Utilizando o modelo de intestino de aves DAISy (Dynamic Avian Intestine in vitro System), a equipe de pesquisa avaliou como ocorre esse processo durante a digestão da ração. Os cientistas também identificaram que o processo de fabricação influencia o comportamento de germinação e desenvolvimento dos esporos.
Com base nessas descobertas, foi desenvolvido um produto com germinação mais rápida no intestino, sem modificação da cepa bacteriana. Segundo a empresa, esse comportamento favorece a multiplicação das bactérias no intestino delgado e amplia o tempo de atuação contra microrganismos patogênicos.
Um estudo realizado pela Oklahoma State University demonstrou que, em frangos de corte expostos ao patógeno Clostridium perfringens, essa germinação mais rápida melhorou as taxas de sobrevivência em 50% em comparação com um probiótico padrão disponível no mercado, além de reduzir significativamente os danos estruturais ao intestino.
Como as formulações de ração variam amplamente entre regiões e fases de desenvolvimento dos animais, os cientistas avaliaram o comportamento de germinação e desenvolvimento do Ecobiol® em diferentes tipos de ração.
As pesquisas relacionadas a probióticos e ao microbioma animal fazem parte dos esforços voltados à manutenção da saúde dos animais e à redução do uso de antibióticos na produção pecuária. Segundo Pelzer, os conhecimentos obtidos também podem contribuir para outras aplicações envolvendo produtos à base de Bacillus — seja em nutrição, cuidados pessoais, higiene oral, agricultura ou produtos de limpeza.
Evonik: Leading beyond chemistry
A Evonik vai além dos limites da química com sua combinação de força inovadora e experiência tecnológica de ponta. A empresa química global, com sede em Essen, Alemanha, está presente em mais de 100 países e registrou vendas de 14,1 bilhões de euros e lucro operacional (EBITDA ajustado) de 1,9 bilhão de euros em 2025. A motivação em comum de aproximadamente 31.000 colaboradores: oferecer aos clientes uma vantagem competitiva decisiva com produtos e soluções sob medida como uma superforça para a indústria, melhorando assim a vida das pessoas. Em todos os mercados. Todos os dias.
Evonik Brasil Ltda.
Fone: (11) 3146-4100
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