Cultura
Wagner Gomes, do programa Ginástica no ar, da Rádio MEC, é homenageado
Cultura
O radialista e professor de educação física, Wagner Gomes, foi homenageado com uma moção da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O prêmio celebra quatro décadas do programa Ginástica no ar, da Rádio MEC, produzido por ele.

A iniciativa da homenagem foi do deputado Chiquinho da Mangueira, do Solidariedade. A entrega aconteceu nesta quinta-feira (16), no Museu do Rádio, que fica na sede da EBC – Empresa Brasil de Comunicação, no Centro do Rio de Janeiro.
A atração estreou na emissora pública no dia 1º de julho de 1982 e é apresentada por Wagner Gomes desde 1985. Atualmente, vai ao ar na programação da Rádio MEC AM, de segunda a sexta, às 6h55 da manhã, com cinco minutos de duração.
O radialista avalia os desafios do projeto nos tempos atuais e revela a razão da longevidade de quatro décadas no ar.
“O desafio é muito grande, ainda mais com a concorrência que se tem hoje com a imagem pela internet. O que acontece é que muita gente não tem acesso ainda à internet. Muita gente ainda é fiel ao rádio, por isso temos pessoas que acompanham. Tentaram tirar uma época, mas a ouvidoria recebeu várias reclamações para que não tirasse. O desafio é tentar manter uma linguagem mais atualizada, exercícios mais atualizados também, pra não ficar tão desconectado do que está acontecendo no entorno”.
O professor de Educação Física e radialista, Oswaldo Diniz Magalhães foi o responsável por fundar as aulas de Ginástica nas ondas do rádio, com o programa A Hora da Ginástica, que entrou no ar em 16 de maio de 1932, na Rádio Educadora Paulista, em São Paulo.
Em 1935, a produção migrou para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro e, depois para a Rádio MEC AM, onde ficou mais tempo no ar, até 1981.
O formato foi retomado em 1985 pela emissora pública com a apresentação de Wagner Gomes.
Gomes tem várias décadas dedicadas à comunicação pública, além de coberturas marcantes, como os Jogos Paralímpicos de Atlanta, em 1996, para a Rádio MEC e a TV Educativa; e os Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016, na TV Brasil.
Além do programa, o radialista também produz boletins diários com dicas de saúde e atividade física e participa de programas das rádios da EBC.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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