Cultura
Rock in Rio vai contar com reforço no transporte e na segurança
Cultura
Com a expectativa de receber cerca de 100 mil pessoas por dia, o Rock in Rio 2026 começa nesta sexta-feira (4) com um grande esquema de trânsito durante os dias do evento. A Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana do Estado orienta os participantes a planejar seus deslocamentos.

Trilhos e rodas
Os trens e metrôs vão contar com operação especial de 24 horas durante o Festival. As estações de trem Central do Brasil, Madureira e Deodoro vão funcionar durante toda a madrugada com viagens de hora em hora, facilitando a integração com o sistema do metrô e o BRT.
Trens extras também foram disponibilizados para o retorno do evento, com partidas da estação Deodoro, com destino à Central do Brasil, e da Central do Brasil para outros locais.
No metrô, a estação Jardim Oceânico/Barra da Tijuca, terminal de integração com o serviço especial BRT Rock in Rio, vai ficar aberta 24 horas para embarque. As demais vão funcionar em seu horário normal para embarque e, durante a madrugada, ficam abertas apenas para desembarque.
Segurança
O evento conta ainda com um esquema especial de segurança pública, com mais de 7.500 agentes, além de câmeras de reconhecimento facial e um novo sistema de defesa do espaço aéreo para combate a drones. Além disso, a organização do festival conta com 1.600 profissionais de segurança privada.
A Polícia Civil vai atuar no local com foco na prevenção e repressão a furtos e roubos, especialmente de celulares, além do atendimento rápido às ocorrências, com a disponibilização de tablets para o registro digital.
O Departamento de Transportes Rodoviários realiza também uma operação para o combate ao transporte ilegal de passageiros e vai acompanhar o transporte regular em todos os dias de shows.
O Rock in Rio acontece nesta sexta-feira, no sábado, no domingo e na segunda-feira, e de sexta a domingo da semana que vem, no Parque Olímpico, na zona sudoeste do Rio.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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