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Cultura

Rádio Nacional estreia série Rádio Memória para celebrar os 90 anos

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Faltando quatro meses para os 90 anos da Rádio Nacional, que estreou em 12 de setembro de 1936, começa nesta terça-feira (12) a série Rádio Memória – 90 anos, que mergulha na história do veículo, considerado um dos mais importantes do país. Em formato de videocast e veiculação semanal, a atração será transmitida no programa Revista Rio, às 13h, para o Rio de Janeiro; e no Tarde Nacional, às 15h, para as outras praças.

Principal emissora do Brasil entre os anos 40 e 50, a Rádio Nacional foi o grande símbolo da ‘Era de Ouro’ do rádio brasileiro, destacando-se por uma variedade de gêneros, como radionovelas, programas de auditório, humorísticos e musicais. Outro sucesso foi a exibição do jornal Repórter Esso, marco do jornalismo radiofônico.

Essas e outras histórias marcantes da trajetória da emissora poderão ser conhecidas por meio de depoimentos de personagens que contribuíram para este sucesso, como explica o gerente executivo de rádios da EBC Thiago Regotto.

“A ideia desse programa é trazer essa memória oral de pessoas que trabalharam na rádio, ou que tenham vivido alguma experiência com a rádio, para gente registrar e aproveitar com isso trazendo esses momentos do acervo em que as pessoas se referem. Então, se vem alguém, por exemplo, como foi do esporte, a gente traz os gols, as narradoras que são daquela conversa. Alguém do mundo do samba, a gente traz as entrevistas, os trechos, as músicas. Então, é um programa principalmente de cultura oral, de memória”.

Regotto traz detalhes do primeiro episódio do Rádio Memória.

“Estreia com Eraldo Leite e Waldir Luiz, dois grandes nomes do esporte da Rádio Nacional. E a gente, né, optou por começar com o esporte que é a paixão nacional e tem uma grande contribuição da Rádio Nacional. Eles lembram muitas coisas, muitos fatos, nomes importantes que ajudaram a construir essa trajetória”.

À frente da apresentação do programa está o jornalista Dylan Araújo, que acrescenta algumas curiosidades que serão abordadas.

“Durante o processo de gravação já surgiram muitos diálogos interessantes e emocionantes. Militares invadindo a Rádio Nacional do Rio de Janeiro no primeiro dia do golpe de 64. Nos esportes, nós lembramos como foi anunciada a venda do Zico para Itália. Teve discussão sobre roda de samba gourmet na zona sul do Rio, praticamente sem a presença de pessoas negras. E claro que a gente falou sobre o modo como o samba que a gente ouve hoje foi influenciado pela Rádio Nacional”.

O jornalista fala, ainda, sobre a importância do projeto.

“Recordar essa história de grandes produções é importantíssimo nesse aniversário de 90 anos para valorizar a nossa emissora que segue viva e segue escrevendo capítulos novos”.

O programa Rádio Memória – 90 anos também vai ficar disponível no canal do Youtube da emissora.


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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