Cultura
Pré-carnaval do Nordeste entra na reta final
Cultura
O Nordeste vive seus últimos momentos de prévias carnavalescas.

Em Recife, acontece a sétima edição do Ubuntu, que este ano tem como tema “Deixando legado, pensando no futuro!”. São 28 grupos de afoxé reunidos que transformam a Avenida Rio Branco em um grande terreiro a céu aberto em pleno carnaval. A concentração começa às 16h, no Boulevard da Rio Branco, no bairro do Recife, e contará com as participações especiais dos cantores Altay Veloso e Zezé Motta.
À noite, às 19h, acontece uma das tradições mais emblemáticas do carnaval de Recife. A Ponte Duarte Coelho receberá a escultura gigante do Galo da Madrugada, que este ano foi batizada de Galo Folião Fraterno e que presta homenagens ao religioso Dom Helder Câmara e a psiquiatra Nise da Silveira.
A “Subida do Galo” contará com apresentações de Getúlio Cavalcanti, Bloco das Ilusões, Canindé do Recife, Clarins de Ouro de Pernambuco, da Companhia de Dança Perna de Palco e da Orquestra Som Brasil.
João Pessoa
Em João Pessoa, na Paraíba, é dia do tradicional bloco Muriçocas do Miramar, que neste ano comemora 40 anos e reúne milhões de foliões na chamada Quarta-feira de Fogo, uma alusão a de Cinzas. A concentração começa às 19h, na Praça das Muriçocas, e segue pela Avenida Epitácio Pessoa em direção à região da orla.
O percurso é acompanhado pelo Grupo de Cultura Popular Urso Amigo da Batucada e de várias manifestações culturais, como grupos de maracatu e trios elétricos comandados por artistas como Mestre Fuba, Capilé e Alceu Valença.
Salvador
O encerramento do pré-carnaval em Salvador tem como destaque um circuito sem trios elétricos, com milhares de músicos no chão junto com os foliões. A partir das 19h, começa mais uma edição do Habeas Copos, que este ano completa 48 anos.
O evento deste ano reúne 20 grupos, entre blocos de chão e fanfarras, que fazem o circuito Sérgio Bezerra, saindo da rua Marquês de Leão em direção ao Farol da Barra, terminando no Monumento do Cristo.
A banda Habeas Copos, que dá nome ao festejo chamado de “carnaval acústico” de Salvador, deve fazer seu desfile entre os foliões por volta das 22h20.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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