Cultura
Porto Alegre em Cena: festival de artes cênicas agita capital gaúcha
Cultura
Até domingo, a capital gaúcha é palco da edição de número 33 do “Porto Alegre em Cena: Festival Internacional de Artes Cênicas”. A programação conta com espetáculos de teatro, circo, dança e música, além de atividades formativas gratuitas. 

O festival, que começou na semana passada, reúne quase 80 apresentações de grupos brasileiros e também do Canadá e da Argentina.
Entre os destaques desta segunda semana está o espetáculo “Gota d’água – no tempo”, com Georgette Fadel e Cristiano Tomiossi encenando o texto clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, que atualiza a tragédia grega de Eurípedes para uma comunidade fictícia no Rio de Janeiro e retrata as desigualdades sociais no país.
Tem também a montagem “Choque! Procurando Sinais de Vida Inteligente”, solo de Danielle Winits com direção de Gerald Thomas, que reflete sobre o papel da mulher em meio às contradições humanas com um viés crítico e humor afiado.
Luciano Alabarse, coordenador-geral do festival, comenta outros destaques da programação:
“Há, nessa semana, uma homenagem a Caio Fernando Abreu, que esse ano completa 30 anos de sua morte”.
Também relacionado à literatura, tem a peça Auto da Compadecida, clássico de Ariano Suassuna, numa releitura do Grupo Maria Cutia com direção de Gabriel Villela.
Outras opções para o público são a montagem “Lia Lia”, com Bete Coelho e Camila Pitanga, e o monólogo “Dora”, com Grace Gianoukas na comédia escrita por Thereza Falcão e dirigida por Gilberto Gawronski.
Além das apresentações, o festival também conta com oficinas e bate-papos. Ingressos com preços populares a R$ 25. A programação completa está no site portoalegreemcena.com.br
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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