Cultura
O Agente Secreto ultrapassa a marca de 1 milhão de espectadores
Cultura
O Filme O Agente Secreto já ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores nas salas de cinema brasileiras. O longa, que estreou no Brasil no dia 6 de novembro, é a produção nacional de maior bilheteria no país em 2025.

A obra do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, estrelada pelo ator Wagner Moura, é o primeiro filme produzido fora do eixo Sul-Sudeste a ultrapassar a marca de 1 milhão de espectadores no Brasil. As informações são da distribuidora Vitrine Filmes e da Ancine, Agência Nacional de Cinema.
O “Agente Secreto” foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2026. A shortlist do próximo Oscar para a categoria será anunciada nesta terça-feira (16). A shortlist é uma pré-lista com 15 filmes de vários países, que avançam na competição após uma primeira rodada de votação dos membros da Academia, antecedendo a seleção final com os cinco longas produzidos fora dos Estados Unidos concorrentes à estatueta
Pelo número de indicações e premiações da crítica, também devem estar na shortlist de Melhor Filme Internacional “A Garota Canhota”, de Taiwan, “Valor Sentimental”, da Noruega, “Sem Outra Escolha”, da Coreia do Sul e “Foi Apenas um Acidente”, do diretor iraniano Jafar Panahi – que estreou por aqui na última quinta-feira. O longa iraniano, mas que representa a França na corrida ao Oscar, venceu a Palma de Ouro de melhor filme na edição 2025 do Festival de Cannes, onde “O Agente Secreto” foi reconhecido nas categorias de melhor direção, para Mendonça, e melhor ator, para Wagner Moura.
O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 será em 22 de janeiro, com a cerimônia principal prevista para acontecer em 15 de março.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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