Cultura
No Rio, CCJF promove terceira edição do Mulheres em Cena
Cultura
O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), localizado no Rio de Janeiro, realiza, a partir desta terça-feira (3), a terceira edição do Mulheres em Cena, uma série de eventos culturais em homenagem às mulheres, no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

A programação conta com atividades literárias, teatro, música e cinema, abordando temas como memória, ancestralidade, denúncia, afeto e resistência.
Maria de Oliveira, da direção da Divisão de Cultura da instituição, reforça a ideia da mostra:
“O objetivo da mostra é afirmar o protagonismo feminino de uma forma estruturada e também crítica. Não se trata apenas de celebrar, mas de promover reflexões sobre memória, desigualdade, violência, resistência.”
Maria de Oliveira fala também sobre a origem do projeto:
“A mostra nasce de uma equipe de mulheres, sim, trazendo debates contemporâneos e a valorização da presença feminina na cultura. Desde o início, a gente pensa março como um marco na programação anual, mas com a intenção de que esse posicionamento não se encerre no calendário.”
O evento vai até o fim do mês, com algumas atividades pagas e outras gratuitas. A programação completa está no site ccjf.trf2.jus.br.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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