Cultura
MNBA inaugura exposição que transforma tapumes em galeria a céu aberto
Cultura
Em reforma, o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, inaugura nesta quinta-feira (4) a exposição “Bela Moderna Contemporânea”, que ocupa os tapumes no entorno do prédio histórico. O local, transformado em uma galeria temporária a céu aberto, rompe com as fronteiras entre o institucional e o urbano, aproximando ainda mais o público das obras. 

Ao todo, a mostra reúne 53 artistas de diversas regiões do país, entre nomes já consagrados, como Rogério Reis e Maya Rodrigues, e outros com pouca circulação nacional.
Marco Antonio Portela, um dos curadores da exposição, fala sobre a diversidade dos trabalhos apresentados.
“A gente chamou para essa ocupação dos tapumes artistas de várias escolas, de vários estilos. Existe uma predominância da imagem fotográfica, porque como os trabalhos são impressos em lambe-lambe, vários artistas optaram pela imagem fotográfica. Mas vamos ter desenho, palavra, técnicas mistas, colagens”.
O curador explica ainda o objetivo da exposição.
“A ideia é uma figura de convite, um trazer o espectador para perto, e com isso a gente espera que o carioca, antes de tudo, sinta prazer em passar pela calçada e estar em contato com as obras, e no segundo momento, quem sabe, se interessar mais pela arte e passar a vir a ser um visitante habitué do museu”.
Quem passar pela exposição “Bela Moderna Contemporânea” pode conhecer ainda a mostra “Breu”, com fotografias de Vicente de Mello, em cartaz na Galeria de Moldagens 2. Todas com entrada gratuita. As atividades fazem parte da programação do Museu Nacional de Belas Artes para manter o contato com a população mesmo durante as obras.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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