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Cultura

Frevo mistura marcha e maxixe; passos acelerados vieram da capoeira

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Cultura

Nascido no Recife no fim do século XIX, o frevo mistura a marcha e o maxixe. Seus passos acelerados vieram da capoeira, transformando luta em dança. O ritmo tem três variações: o frevo de rua é puramente instrumental; já o frevo-canção é acompanhado da voz; o frevo de bloco é executado por orquestras de pau e cordas, com violões, banjos e bandolins.

Grandes compositores

Essa força musical foi construída por gigantes como Capiba, Nelson Ferreira e Edgar Moraes. Verdadeiros patrimônios vivos, como J. Michiles, levam o nosso frevo adiante. Michiles compôs mais de 150 frevos, entre eles o hino “Vampira”.

“Num sábado desse eu estava na varanda e, de repente, eu observei uma foliona dando um bote no cangote do folião. Caíram os dois no chão, ela se levantou e foi embora. Quando ele se levantou para procurar, ela já estava longe. Aí eu: ‘acabo de assistir a um beijo de vampira’”, lembra o compositor.

O pesquisador Climério de Oliveira faz uma reflexão sobre o futuro do ritmo para as próximas gerações:

“Eu creio que o frevo, em pouco tempo, será uma cultura musical que tem um acervo grande sobre os seus fazeres, sobre as suas práticas, porque tem muita gente interessada em produzir isso. E também, o futuro, a julgar pelo que está acontecendo no presente, nós vamos ter o frevo mais em diálogo com outras culturas musicais”.


Fonte: EBC Cultura

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Cultura

Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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