Cultura
Filme “O Agente Secreto” chega em 700 salas de cinema do país
Cultura
Depois de passar por vários festivais de cinema e sessões especiais dentro e fora do Brasil, o filme “O Agente Secreto”, chega às telas de mais de 700 cinemas, em cerca de 370 cidades brasileiras.

Estrelado pelo ator Wagner Moura, com direção e roteiro do pernambucano Kleber Mendonça Filho, o longa-metragem é o representante brasileiro na corrida por uma das cinco vagas ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
Ambientado no final da década de 70, o filme acompanha Marcelo, interpretado por Moura, um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Enquanto acompanhamos a tensa rotina envolvendo Marcelo, o longa materializa o momento político do Brasil.
Após a estreia mundial no Festival de Cannes, em maio passado, quando recebeu os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator para Moura, “O Agente Secreto” circulou por mais de 50 festivais e acumulou cerca de 20 premiações. Em relação às possíveis indicações ao Oscar, além de filme internacional, a crítica especializada aposta na indicação em outras categorias como atuação, roteiro e direção.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood deve divulgar os finalistas ao prêmio em 22 de janeiro do ano que vem.
Cultura
Roxinha Lisboa ganha exposição individual em Salvador
A artista popular alagoana Maria José Lisboa da Cruz, conhecida como Roxinha Lisboa, será homenageada com uma exposição individual na Caixa Cultural Carlos Gomes, em Salvador, na Bahia.

A abertura da mostra será na noite desta terça-feira e contará com uma visita mediada pela própria artista.
A exposição faz parte do projeto “Meu Brasil Interior” e reúne mais de 60 obras inspiradas em memórias e cenas do cotidiano sertanejo. Os trabalhos aproximam a produção artística de Roxinha Lisboa das experiências que marcaram sua trajetória de vida.
Temas como trabalho, memória, autonomia feminina e transformação social aparecem em espaços expositivos como “O Ateliê Imersivo” e “Cartas para Roxinha”. O trabalho da artista integra o universo da Arte Naif contemporânea brasileira, com cores vibrantes, personagens, festas populares, manifestações religiosas e paisagens marcadas pela memória afetiva.
A mostra ficará aberta à visitação até 22 de novembro.
Dona Roxinha nasceu em 1956, no povoado de Lagoa de Pedra, no sertão de Alagoas, onde vive até hoje. Antes de se dedicar à arte, trabalhou na agricultura e em serviços gerais. Começou a pintar já na maturidade, usando o desenho para matar a saudade dos filhos que haviam saído de casa. O que começou como uma brincadeira acabou se transformando em uma carreira reconhecida.
Autodidata, ela pinta sobre os mais variados suportes: madeira, papel, objetos usados e até paredes.
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