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Cultura

Filme “O Agente Secreto” chega em 700 salas de cinema do país

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Depois de passar por vários festivais de cinema e sessões especiais dentro e fora do Brasil, o filme “O Agente Secreto”, chega às telas de mais de 700 cinemas, em cerca de 370 cidades brasileiras.

Estrelado pelo ator Wagner Moura, com direção e roteiro do pernambucano Kleber Mendonça Filho, o longa-metragem é o representante brasileiro na corrida por uma das cinco vagas ao Oscar de Melhor Filme Internacional.  

Ambientado no final da década de 70, o filme acompanha Marcelo, interpretado por Moura, um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Enquanto acompanhamos a tensa rotina envolvendo Marcelo, o longa materializa o momento político do Brasil. 

Após a estreia mundial no Festival de Cannes, em maio passado, quando recebeu os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator para Moura, “O Agente Secreto” circulou por mais de 50 festivais e acumulou cerca de 20 premiações. Em relação às possíveis indicações ao Oscar, além de filme internacional, a crítica especializada aposta na indicação em outras categorias como atuação, roteiro e direção.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood deve divulgar os finalistas ao prêmio em 22 de janeiro do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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No Recife, Museu da Abolição reabre integralmente para o público

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Após vários anos sem receber exposições, o Museu da Abolição, localizado no bairro Madalena, em Recife, reabre integralmente para o público com as mostras “Que herança você vai poder?” e “Restituir o Possível”.

Na exposição “Herança”, que contou com curadoria de Alex de Jesus, os trabalhos de 29 artistas foram reunidos a partir de uma indagação sobre o que restou ao povo preto brasileiro após a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, em 1888. Dividida nos eixos presente, passado e futuro, vários artistas contemporâneos buscam refletir sobre essa herança.

A segunda exposição, “Restituir é Possível”, traz uma seleção de pouco mais de 100 peças do próprio acervo do museu, produzidas originalmente por mais de 20 etnias de 12 países africanos.

Retomada

Após reforma na parte estrutural encerrada em 2022, o museu havia retomado sua programação apenas com iniciativas e atividades culturais, sem receber exposições. Pelas redes sociais, a diretora substituta do espaço, Fabiana de Lima Sales, destacou que as exposições eram o elemento que faltava para que fosse cumprida em sua totalidade a missão institucional do museu, de preservar, divulgar e valorizar a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes.

“Pela primeira vez, o Museu da Abolição vai ter uma exposição de longa duração, que é o principal cartão de visita da maioria dos museus, totalmente pensada, elaborada, produzida em diálogo com a sua missão institucional e com as questões que estão na pauta do dia do debate sobre história, memória, cultura afrobrasileira e a sua relação com o processo de abolição da escravidão da forma inacabada como aconteceu aqui no Brasil.”

O Museu da Abolição foi criado em 1957, pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em homenagem aos abolicionistas João Alfredo e Joaquim Nabuco. Depois de passar pelos processos de desapropriação, tombamento e restauro, o espaço foi oficialmente inaugurado no dia 13 de maio de 1983.


Fonte: EBC Cultura

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