Cultura
Festival Internacional da Capoeiragem começa hoje em Salvador
Cultura
Um dos redutos da Capoeira no Brasil, a Bahia sedia a partir desta quinta-feira (29), mais um Festival Internacional da Capoeiragem.

Organizado pelo Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem, o evento realizado a cada dois anos, chega a sua 11ª edição e se consolida como um dos mais importantes encontros dedicados à valorização e à difusão da capoeira no mundo, reunindo praticantes, mestres e admiradores de diversas nacionalidades, como Suíça, Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá e Japão.
A abertura acontece logo mais às 19h, no Pátio Ordem Terceira, no Pelourinho, em Salvador. Serão 5 dias de imersão cultural e aprendizado.
A programação inclui oficinas de capoeira para adultos e crianças conduzidas por mestres de renome internacional, oficinas de maculelê e samba de roda, homenagens, encontro literário com rodas de conversa, feira literária, vivências da Ação Griô, rodas de capoeira e o Torneio Ubuntu de Capoeira, este último voltado ao público infantojuvenil.
Um dos momentos mais esperados será o dia de vivência em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, repleto de atividades culturais e celebrações. O evento culmina com a formatura de capoeiristas, além de muita festa, música e integração com a Romaria dos Capoeiras, pelas ruas do Rio Vermelho, em Salvador, durante a Festa de Iemanjá, no dia 2 de fevereiro. A concentração será às 4h30 da manhã, no Largo da Mariquita.
A Roda de Capoeira foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2014. A programação completa do evento está disponível no site festivalcapoeiragem.com.br
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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