Cultura
Feito Pipa representará o Brasil em disputa por vaga no Oscar 2027
Cultura
O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, representará oficialmente do Brasil na corrida por uma das cinco vagas para o prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar do ano que vem, que acontecerá em março, nos Estados Unidos.

A obra foi escolhida pela Comissão de Seleção da Academia Brasileira de Cinema entre os seis longas-metragens pré-selecionados para representar o país que foram anunciados no último dia 6 de setembro. Ao todo, 15 filmes foram inscritos e habilitados para concorrer à vaga.
O filme foi o mais premiado do Festival de Gramado deste ano, levando Melhor Direção, Melhor Atriz para Teca Pereira, Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e Melhor Filme pelo Júri Popular, além de Menção Honrosa para o menino Yuri Gomes, que interpreta o protagonista da história.
Ao saber da notícia, o ator Lázaro Ramos comentou, nas redes sociais, a emoção pela escolha e pediu a torcida dos brasileiros.
“O Feito Pipa é um filme que o Brasil precisa e merece, pela linguagem, o jeito de fazer cinema que só a gente no Brasil sabe fazer. Pelos temas que trata, pelas atuações, pela direção, pelo roteiro. Esse filme ganhou Berlim, Gramado, muitos prêmios. Mas a possibilidade de vocês darem uma chance para esse filme, de verem ele no cinema, que vai estrear 5 de novembro, e dele tentar ser uma projeção maior internacionalmente, é algo que eu celebro muito, que estou muito feliz e que a gente agora vai começar a trabalhar”.
Também pelas redes sociais da Academia, a presidente da Comissão, Célia Bessa, destacou que o filme de Allan Deberton “tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e ao mesmo tempo traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, a cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”.
O roteiro de Allan Deberton, em parceria com André Araújo, se passa no Ceará e conta a história de Gugu, um menino de 12 anos que vive no interior do estado e tenta esconder a fragilidade da saúde da avó Dilma para não ter que ir morar com o pai.
O Brasil já foi finalista em Melhor Filme Internacional no Oscar em seis ocasiões. As mais recentes com os filmes O Agente Secreto, do diretor Kleber Mendonça Filho e Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que acabou levando a estatueta pela primeira vez para o Brasil.
A shorlist oficial de melhor filme internacional para o Oscar 2027, com os 15 longas em língua não inglesa pré-selecionados, vai ser divulgada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo prêmio, em dezembro. Já o anúncio dos cinco indicados oficiais para a categoria está previsto para 21 de janeiro do ano que vem.
Feito Pipa tem lançamento comercial nos cinemas brasileiros previsto para o dia 5 de novembro.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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