Cultura
Exposição no Rio de Janeiro junta natureza e arte popular
Cultura
Um clamor pelo meio ambiente, combinando arte popular e natureza. Assim é a exposição Mata Viva, em cartaz no Rio de Janeiro. Natureza e arte popular, em um clamor pela defesa do meio ambiente. Combinando esses elementos, a exposição Mata Viva, em cartaz no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, no Rio de Janeiro, tem encantado o público.

São expostas 260 peças artesanais, criadas com materiais dos biomas do Brasil: da Amazônia à Mata Atlântica, do Pantanal e Cerrado à Caatinga e o Pampa. A mostra é uma das maiores já montadas no espaço cultural do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Jair de Souza, um dos curadores da exposição, explica o objetivo do projeto, que é um espelho do Brasil:
“Começa com uma questão que eu me coloquei: Onde nascem as coisas? As coisas nascem nos lugares que elas são produzidas, que elas são criadas, né? Quer dizer, elas nascem nos seus biomas, né? Nos biomas brasileiros, né? A arte popular brasileira, ela nasce da terra. Ela é feita com todo o material que vem da terra, a pedra, a madeira, a argila, a palha, a semente. Então, o objetivo dessa exposição é trazer essa potência da nossa arte e trazer junto com ela, e trazer junto com as obras, né, os próprios biomas”, diz.
Entre os artistas de destaque na mostra estão Conceição dos Bugres, do Mato Grosso do Sul, que faz pequenas esculturas com traços indígenas de intensa força expressiva, e o mineiro Antônio Julião, autor de peças que traduzem uma crítica social e ambiental. O curador Jair de Souza conta que todos os trabalhos são expostos em um ambiente cuidadosamente preparado, que contou com apoio de artistas responsáveis pelo espetáculo das escolas de samba cariocas:
“Para construir esses ambientes nós não usamos nenhuma imagem, fotografia, impressa, ploter, né? Não, em adesivos, tudo feito à mão. Dá um trabalho gigantesco de pintura, pisos também, onde você pisa, tudo é pintado à mão. Além disso, você tem todas as árvores. São mais de 150 árvores que foram criadas e todo esse trabalho manual foi feito por uma equipe, né, comandada pelo Leandro Assis, que é um grande artista das escolas de samba do Rio de Janeiro. Então, aí equipe foi toda ela feita com pintores, escultores, aderecistas que trabalham para nossas escolas de samba”, diz.
O curador também destaca a emoção dos visitantes diante da grandeza da mostra…
“Tem pessoas que chegam até chorar lá dentro da exposição. Todas saem encantadas com a exposição, uma exposição imersiva, intensa, sem nenhum pingo de tecnologia. A reação das pessoas é essa, uma reação de emoção, vibrando com a potência do Brasil, reconhecendo a nossa potência criativa, um Brasil que sai do próprio Brasil, né? Um Brasil que olha para si mesmo”, aponta.
“Mata Viva” é um programa imperdível nesta época de férias! Além da qualidade dos trabalhos o local é um grande atrativo: o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro fica em uma área de prédios históricos, na Praça Tiradentes, centro da capital fluminense. O espaço funciona de terça a sábado e tem entrada franca. A exposição pode ser vista até o dia 31 de março.
Cultura
Artesanato alagoano ganha destaque na 64ª Semana de Design de Milão
Até o próximo dia 26, a Itália sedia mais uma Semana de Design de Milão, ou Semana do Móvel, como também é conhecido o principal evento mundial de mobiliário e design. O Brasil chega a esta edição, a de número 64, como o maior produtor de mobiliários da América Latina e o 6º do mundo.

A feira reúne mais de 1,9 mil expositores de 32 países, distribuídos em quase 170 mil metros quadrados de área. Um dos destaques é o Salone Satellite, que reúne 700 jovens designers de diferentes nacionalidades. O segmento coloca em cena uma das grandes questões do design contemporâneo: a relação entre tradição manual e avanços tecnológicos.
Um dos destaques do Brasil, no que diz respeito à identidade e diversidade, é a exposição “Alagoas Plural”, que integra o Fuorisalone, circuito externo com instalações e mostras espalhadas pela cidade italiana. A ideia é refletir sobre o papel da criação humana em um contexto de rápidas transformações tecnológicas e expansão da inteligência artificial.
Nesse cenário, a exposição alagoana apresenta peças que resultam de processos criativos profundamente ligados à experiência humana, à tradição e à identidade cultural.
São mais de 100 peças de mestres e artesãos do estado, que apresentam ao público um panorama da produção local, marcada pela tradição, pertencimento e ancestralidade, tendo como base três pilares do artesanato: cerâmica, entalhe em madeira e bordado.
As obras foram produzidas por 46 criadores, com destaque para a comunidade da Ilha do Ferro, além de 20 bordadeiras do município de Capela. Todos, apesar do conhecimento autodidata da maioria, se aglutinam sob o guarda-chuva da sensibilidade estética, rigor técnico e respeito ao meio ambiente.
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