Cultura
Em João Pessoa, tradicional Folia de Rua já esquenta o carnaval
Cultura
O Folia de Rua é um movimento que dá identidade ao pré-carnaval de João Pessoa. Durante os 10 dias que antecedem o feriado oficial, 42 blocos tomam conta de ruas, praças e avenidas de 22 bairros da capital.

Tudo de forma gratuita, sem cordas ou camarotes, reunindo diferentes ritmos e expressões da cultura popular.
Reconhecido como patrimônio cultural imaterial de João Pessoa, o Folia de Rua vai contar com shows de mais de 80 artistas, além de apresentações de grupos tradicionais da região.
De acordo com dados do Sebrae Paraíba, durante os dias de festa circulam cerca de 8 milhões de pessoas, o que gera impacto direto na economia local com aumento significativo no volume de negócios e na movimentação financeira da cidade.
Como detalha, o diretor operacional do Folia de Rua, Jairo Pessoa.
“Folia de Rua é um patrimônio, amado, tá no coração, na memória afetiva de todos os foliões da cidade. E assim como também é um momento de forte oportunidades de geração de renda para as famílias paraibanas e dos estados vizinhos que também chegam para fazer negócios”.
Além do Folia de Rua, o pré-carnaval e o carnaval em João Pessoa devem levar cerca de 100 blocos para as ruas da cidade, prometendo muita alegria tanto para os pessoenses, quanto para os turistas.
*Com sonoplastia de Andrade
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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