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Dia dos Namorados ganha clima junino nos arraiais nordestinos

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Dia dos Namorados, Véspera de Santo Antônio, Festa Junina. A programação dos arraiais desta sexta-feira, no Nordeste, mistura todas essas celebrações.

Em Olinda, Pernambuco, casais de quadrilheiros e bailarinos seguem a “Companhia Brasil por Dança” nos passos acelerados do frevo em cortejo pelas ruas do Sítio Histórico em mais uma edição da Frevodrilha. A concentração é às quatro da tarde, nos Quatro Cantos.

Em Caruaru, os ritmos nordestinos dão uma pequena trégua para os casais e visitantes do arraial curtirem o romantismo do cantor e compositor Roberto Carlos. O show começa às oito da noite no Parque de Eventos Luiz Gonzaga.

Já o São João de Maracanaú, um dos mais tradicionais do Ceará, tem como atração o projeto “À Vontade”, que reúne três referências contemporâneas do forró e da seresta: Zezo Potiguar, Raí Saia Rodada e Luan Estilizado.

Em São Luís, Maranhão, os grupos de Bumba Boi e Tambor de Crioula dão lugar para o show de Marcelo Jeneci e Luciana Simões, no Arraial da Praça Maria Aragão, às nove da noite.

Em Camaçari, na Bahia, a Orquestra Sinfônica da Bahia apresenta o “Concerto dos Namorados”, a partir das sete da noite, no Teatro Cidade do Saber.

E se o dito popular diz: “quem namora, quer casar”, 96 casais paraibanos vão seguir, neste dia dos namorados, uma tradição que começou nessa mesma data, em 1999.

A Pirâmide do Parque do Povo será palco da união de vários pares no arraial de Campina Grande, às sete da noite. O projeto Casamento Coletivo no “Maior São João do Mundo” é uma parceria da Prefeitura com o Tribunal de Justiça da Paraíba.

Os casais selecionados têm acesso gratuito a documentação, preparação, ensaios, vestimentas e registros fotográficos do matrimônio.

Depois, casados, solteiros, namorados e o público em geral podem curtir a estreia da cantora Marisa Monte nos festejos no Parque do Povo, em Campina Grande. O show começa às dez da noite.

*Com sonoplastia de Jailton Sodré


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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