Cultura
Décima edição da Feira Literária de Bonito começa nesta terça-feira
Cultura
Famoso destino de ecoturismo no país, a cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, recebe, a partir desta terça-feira (7), a décima edição da feira literária local, que acontece na Praça da Liberdade até 12 de julho. O evento reúne editoras e autores e promove atividades como oficinas e shows gratuitos.

Nesta semana, além das paisagens naturais de tirar o fôlego, a cidade de Bonito se transforma em um reduto de amantes da literatura. A Flib, Feira Literária de Bonito, se consolida como um polo de formação de público na região Centro-Oeste do país.
O diretor do evento, Carlos Porto, traz o exemplo do concurso literário que incentiva a participação das escolas na última década:
“Nesse período todo, houve um concurso literário das escolas, com mais de três mil alunos participando todo ano, onde há uma publicação de um livro. Então, aí você já percebe que houve uma transformação e um interesse pela questão do livro e da escrita, onde esses próprios alunos participam desse processo de uma escrita nova. E aí a feira literária cumpre um papel transformador da importância que tem para o livro e para a leitura.”
O evento reúne editoras e livrarias no “Pavilhão das Letras” e traz a proposta de aproximar leitores e autores, com a presença de escritores como Ana Martins Marques, Daniel Munduruku, Mariana Salomão Carrara e Itamar Vieira Júnior.
Homenagem
Neste ano, o tema da feira é “Literatura: Linguagens, Histórias e Memórias” e dois autores são homenageados: a escritora paulistana Lygia Fagundes Telles, que morreu em 2022, e o escritor e editor Luciano Serafim, que morreu no ano passado e teve uma atuação importante na cena literária de Mato Grosso do Sul.
O diretor da feira, Carlos Porto, também destaca a presença dos clubes de leitura no evento:
“Nós vamos ter uma presença de mais de 12 clubes de leitura dentro da feira. Vai ter um encontro com eles, onde vai ser debatida a trajetória dos livros que eles participam e leem nos seus encontros. Então, assim, a feira propicia esse detalhamento de informação que vai além simplesmente de visitar o livro ali na nas editoras, mas é um encontro onde todos participam.”
Programação
A programação traz ainda apresentações de teatro, palestras e oficinas, além de shows musicais de Pedro Luiz, Sandra Sá, Jorge Vercillo e Alzira Espíndola. Tudo de graça. Tem ainda a “Árvore do Saber”, uma ação que busca conquistar leitores, a partir da doação de livros pendurados em uma árvore. Mais informações no site flibonito.com.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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